BH: evento de reconstrução da Casa do Saber termina com abraço simbólico
Biblioteca comunitária, incendiada pela segunda vez no dia 28 de março, se prepara para voltar às atividades por meio de doações
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Como uma fênix, a Casa do Saber renasce das cinzas pela segunda vez. A biblioteca comunitária localizada na Avenida Barão Homem de Melo, no Bairro Nova Suíssa, na Região Oeste de BH, realizou um evento cultural ao longo deste sábado (11/4) a fim de arrecadar livros e materiais para voltar às atividades. No encerramento, houve um abraço simbólico envolvendo pessoas que se prontificaram a ajudar.
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A biblioteca foi incendiada na noite de 28 de março, com a maior parte dos livros dispostos nas prateleiras sendo queimada. De acordo com o Corpo de Bombeiros (CBMMG), dois indivíduos teriam ateado fogo no local e fugido, sentido Avenida Silva Lobo.
Mas a destruição não abalou a fé de Klinger Douglas, responsável pelo projeto, na cultura: "Só tenho a agradecer a todo mundo. O livro na praça, mesmo comigo doente, é de graça".
O evento contou com a presença de moradores da região, artistas, escritores e representantes de movimentos a favor da democratização da leitura em Belo Horizonte. A escritora Biláh Bernardes reforçou a importância de projetos como a Casa do Saber na vida da população mais vulnerável.
"Há um ano, viemos comemorar dez anos de renascimento, e agora queimou de novo. Ajudar a reconstruir esse espaço é dar dignidade para quem não tem condições de comprar um livro, porque, infelizmente está muito caro", declarou a escritora.
Quem também presenciou os dois incêndios foi Anito Mario Mendes, conselheiro da Associação Comunitária Social do Bairro Nova Suíssa e voluntário na Casa do Saber desde 2014. "Vamos buscar uma forma de tornar e revitalizar isso aqui como o melhor espaço cultural, não só para a regional Oeste, mas para a cidade como um todo", afirmou.
À reportagem, ele mostrou a estante que permanecerá com partes queimadas como símbolo de resistência e memória: "Fizemos uma arte para mostrar a violência que estamos vivendo. Então está aqui a marca do fogo e a assinatura de todos aqueles que nos ajudaram".
A praça também passará a exibir uma escultura doada pelo artista Pedro Miranda.
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Ao fim de um dia de apresentações artísticas e circenses, houve lançamento e doação de livros. "É uma pena o aconteceu (o incêndio). Porém, o mais importante é que a comunidade se una e levante novamente esse movimento”, disse Mônia Souza Aguiar, representante do projeto Biblioteca a Céu aberto.