MG: suspeito de tentar matar filha de 2 anos e fraturar crânio dela é preso
Crime ocorreu em Extrema; criança foi transferida em estado gravíssimo para hospital em Pouso Alegre. Suspeito, de 29 anos, negou as acusações
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Um homem de 29 anos foi preso depois que sua filha, de 2 anos, deu entrada neste domingo (5/4) no pronto-socorro de Extrema (MG), no Sul do estado, em "estado de inconsciência, com vômitos intensos e quadro de crise convulsiva prolongada", informou a Polícia Civil nesta segunda-feira (6/4).
Em comunicado à imprensa, a corporação afirmou que o homem é "investigado por tentativa de homicídio qualificado".
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"Os primeiros levantamentos apontaram elementos consistentes de materialidade e indícios de autoria. Exame de tomografia constatou fratura craniana e hemorragia. Também foram verificados hematomas em ambos os braços, compatíveis com contenção por força excessiva, além de lesão na região frontal", informou a Polícia Civil no comunicado.
A criança estava sob os cuidados exclusivos do pai desde a manhã de domingo. Durante a apuração, foram analisadas imagens da criança encaminhadas pelo investigado à mãe. Esses registros indicavam que a vítima estava sem sinais aparentes de lesão e sem déficits neurológicos.
"Pouco depois, por volta das 15h, a menina já se encontrava em colapso, o que delimita um curto intervalo de tempo para a ocorrência do trauma, quando estava sob responsabilidade exclusiva do suspeito", pontuou a Polícia Civil.
"A equipe médica que prestou atendimento à vítima apontou a necessidade de consideração de hipótese de maus-tratos diante da gravidade do quadro clínico e das lesões identificadas", completou.
Ao ser interrogado, o homem negou as agressões e alegou desconhecer a origem das lesões cranianas. No entanto, o depoimento da mãe confirmou que a criança não apresentava os ferimentos no momento em que foi entregue ao pai, pela manhã.
A Polícia Civil esclareceu também que a vítima foi transferida em estado gravíssimo para um hospital em Pouso Alegre. Detalhes da dinâmica do crime, como, por exemplo, a informação de quem chamou a polícia, não foram divulgados.
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O pai da criança foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.