Fraude: traficante preso na Bolívia teve mandado de prisão retirado do CNJ
Mesmo assim, as Polícias Civil e Federal conseguiram prender Douglas de Azevedo Machado, conhecido como "Mancha"
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O mandado de prisão contra o traficante Douglas de Azevedo Machado, conhecido como "Mancha", foi um dos retirados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por uma organização criminosa envolvida em tentativas de fraudes no sistema. A informação foi repassada pelo delegado da Polícia Civil de Minas Gerais Raphael Dias do Carmo Machado nesta terça-feira (17/3), quando “Mancha” chegou a Belo Horizonte para dar entrada no sistema prisional. Ele foi preso na Bolívia no último domingo (15/3).
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A retirada do mandado de prisão de “Mancha” do sistema e outras fraudes foram investigadas pela primeira fase da operação Veredicto Sombrio, realizada em dezembro do ano passado, conforme relembrou o delegado. Segundos as investigações, a organização criminosa realizava o uso indevido de credenciais vinculadas a magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para acessar sistemas do CNJ, como o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e o Registro Nacional de Veículos Automotores Judicial (Renajud).
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A ação, deflagrada em Belo Horizonte, Sete Lagoas, na Região Central do estado, e Jacutinga, no Sul de Minas, resultou em nove pessoas presas e apreensões de veículos de luxo, joias, computadores e celulares. Como parte da ação, também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões, incluindo cerca de US$ 180 mil em criptoativos.
À época, participaram da operação o Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) e a 3ª Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª Draco/Deoesp) da PCMG, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do TJMG, a Corregedoria-Geral de Justiça (CGJMG) e a Divisão de Segurança da Informação (DISI) do CNJ.
“Mancha” preso
Conhecido como “Mancha”, Douglas de Azevedo Machado, de 34 anos, chegou a Belo Horizonte nesta terça-feira (17/3), onde vai dar entrada no sistema prisional. Ele foi preso nesse domingo (15/3) em um condomínio de luxo em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
A PCMG aponta que o investigado é uma das principais lideranças do tráfico de drogas no estado. Ele estava foragido desde 2024.
“Mancha” chegou ao Aeroporto da Pampulha, na capital mineira, altamente escoltado por equipes do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) da PCMG, da Polícia Federal (PF) e da Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio (Puma). Foi utilizada uma aeronave da Polícia Civil para apoio. O preso veio de Brasília.
A PCMG informou que, após o desembarque, “Mancha” foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) e, em seguida, para a sede do Deoesp. Segundo informações emitidas pela Polícia Civil às 15h, os procedimentos de formalização do cumprimento do mandado de prisão estavam sendo cumpridos.
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Posteriormente, “Mancha” seria encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A PCMG não informou para qual unidade ele será levado.