UFMG homenageia Pepe Mujica com o título de Doutor Honoris Causa
Lucía Topolansky, viúva do ex-presidente uruguaio, Lucía Topolansky receberá a honraria em cerimônia no campus Pampulha na próxima quarta-feira (18/3)
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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concederá na próxima quarta-feira (18/3), o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente uruguaio José Mujica, conhecido como Pepe Mujica. A homenagem póstuma será recebida por sua viúva, a ex-senadora e ex-vice-presidente do Uruguai Lucía Topolansky. A cerimônia será as 10h no auditório da Reitoria, no campus Pampulha, em Belo Horizonte.
A concessão da honraria foi aprovada pelo Conselho Universitário em 29 de abril do ano passado, por indicação da Congregação da Faculdade de Educação da UFMG. Poucos dias depois da decisão, Mujica morreu em 13 de maio, aos 89 anos. À época, a reitora Sandra Goulart Almeida destacou o legado do líder uruguaio, classificando-o como "um grande humanista, defensor das universidades públicas e da integração latino-americana e líder carismático".
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O Título
O título de Doutor Honoris Causa é a maior distinção concedida pela UFMG e reconhece personalidades que tenham prestado contribuições relevantes à educação, à ciência e à cultura. Para ser concedida, a homenagem precisa ser proposta por membros do Conselho Universitário ou da congregação proponente e aprovada por, no mínimo, dois terços dos votos em ambos os colegiados, em escrutínio secreto.
O primeiro homenageado foi o jurista José Xavier Carvalho de Mendonça, em 1928, um ano após a fundação da universidade. Desde então, diversas personalidades receberam o título, entre elas o ex-presidente Juscelino Kubitschek (1960), o escritor português José Saramago (1999), a escritora Conceição Evaristo e o cantor e compositor Milton Nascimento, estes dois últimos foram homenageados em 2025.
Pepe Mujica e Lúcia Topolansky
Nascido em 1935, em Montevidéu, Uruguai, José Alberto Mujica Cordano trabalhou como agricultor e teve participação ativa na resistência à ditadura uruguaia (1973–1985), período em que passou 14 anos preso. Após a redemocratização, construiu carreira política e presidiu o Uruguai entre 2010 e 2015. Posteriormente, foi senador de 2015 a 2018.
A ex-senadora Lucía Topolansky, hoje com 81 anos, também teve longa trajetória política, tendo sido deputada, senadora e vice-presidente do Uruguai. Ela conheceu Mujica durante a militância no Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros. O casal viveu por cerca de 40 anos em uma chácara na zona rural de Montevidéu e permaneceu junto mesmo após períodos de prisão durante a ditadura. Mujica frequentemente destacava a importância da companheira em sua vida, afirmando que "estava vivo por causa dela".
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Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima