Quarto suspeito morre em operação ao assassinato do sargento da PM em MG
Homem de 24 anos morreu em confronto com policiais em Campo Belo (MG), cidade onde ocorreu o assassinato do policial militar
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Um homem de 24 anos morreu na madrugada dessa terça-feira (10/3), em Campo Belo (MG), no Centro-Oeste do estado, em decorrência da operação para encontrar os responsáveis pela morte do sargento da Polícia Militar Rodrigo da Silva Pereira, de 40 anos.
Segundo a PM, o confronto ocorreu na Rua Bonsucesso, no Bairro São Benedito, durante a chamada “Operação Sargento Rodrigo”, deflagrada depois do assassinato do militar na noite de quarta-feira (4/3). O policial foi morto a tiros na porta da própria casa depois que criminosos se aproximaram do veículo em que ele estava e dispararam contra ele. O sargento deixou esposa e dois filhos.
De acordo com a PM, os militares chegaram ao suspeito após uma denúncia anônima indicando que ele estava em uma residência armado e com drogas. O homem também era conhecido no meio policial por envolvimento com homicídios e tráfico de drogas e possuía três mandados de prisão em aberto.
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Durante a abordagem, a polícia montou um cerco para impedir a fuga. Segundo a corporação, o suspeito reagiu com disparos de arma de fogo e foi baleado durante o confronto. Ele chegou a ser socorrido e levado ao pronto-socorro da cidade, mas morreu na instituição médica.
No local do tiroteio, os policiais apreenderam uma pistola Glock com munições calibre .40, uma pistola calibre .380, dois carregadores, 31 porções de maconha, R$ 2.323 em dinheiro, duas toucas ninja e um telefone celular.
Ainda segundo a PM, registros de ocorrências anteriores indicam que o suspeito teria ameaçado matar outros policiais depois da morte do sargento, afirmando que “não iria ficar somente no Rodrigo”. No entanto, ainda não há comprovações de que ele seria um dos autores do homicídio do militar.
Enterro do sargento
O sargento Rodrigo da Silva Pereira, de 40 anos, foi enterrado na tarde de quinta-feira (5/3), em Campo Belo, sob forte comoção de familiares, amigos e companheiros de farda.
Durante o velório, que começou por volta das 13h, a banda fúnebre da Polícia Militar executou marchas em homenagem ao militar. O caixão foi coberto com a bandeira do Brasil e carregado por colegas da corporação.
Outros confrontos
Desde a morte do sargento, três outros suspeitos já haviam morrido em confrontos com a polícia. As investigações apontam que o grupo estaria envolvido com tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e contrabando de cigarros.
Durante as operações realizadas na quinta-feira (5/3), depois do enterro do policial, cinco pessoas foram presas e duas morreram em confronto. Drogas e três armas de fogo também foram apreendidas.
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Na manhã de sábado (7/3), outro suspeito, de 33 anos, morreu após novo confronto com policiais militares durante as buscas pelos envolvidos no crime.