Vereador do Sul de Minas é preso suspeito de abuso sexual de adolescente
Adolescente de 15 anos foi atendido na Santa Casa, que confirmou sinais de abuso; vereador nega as acusações e afirma desconhecer a vítima
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Siga noO vereador Marcelo Henrique de Mello Alves (Podemos), de Nepomuceno, no Sul de Minas Gerais, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (27/3), suspeito de abusar sexualmente de um adolescente de 15 anos. A prisão ocorreu após a vítima ser atendida na Santa Casa da cidade, onde foi constatado sinais de abuso sexual.
De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente relatou que o abuso aconteceu após uma conversa em rede social com o vereador. No relato, a vítima informou que, na última terça-feira (25/3), foi convidada pelo político a ir até sua casa para receber um objeto.
Ao chegar, o vereador teria levado o adolescente para um quarto, fechado a porta e cometido o ato sexual sem seu consentimento. A equipe médica da Santa Casa confirmou os sinais de abuso na vítima.
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Em depoimento à polícia, o vereador negou as acusações, afirmou que não recebeu ninguém em sua residência e que desconhece a vítima. O Estado de Minas buscou contato com a defesa do vereador, mas, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.
Após a decretação da prisão preventiva, o vereador foi encaminhado ao Presídio de Lavras, no Sul de Minas. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos, levantando informações que confirmaram a versão da vítima. O suspeito poderá responder por crime de violação sexual mediante fraude e foi encaminhado ao sistema prisional.
Câmara se manifesta
A Câmara Municipal de Nepomuceno se pronunciou publicamente sobre a prisão do vereador Marcelo Henrique de Mello Alves (Podemos), suspeito de abusar sexualmente de um adolescente de 15 anos. Em nota, publicada nas redes sociais, a Presidência da Casa manifestou repúdio a qualquer ato que “atente contra a dignidade e a integridade de crianças e adolescentes”.
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No comunicado, o Legislativo municipal reforçou seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a proteção da infância. O texto enfatiza, ainda, que a responsabilização deve ocorrer com base em provas e nos trâmites legais pertinentes. “[...] sendo inadmissível qualquer tipo de impunidade, especialmente quando se trata de crimes que geram tamanha repulsa social”, informa o texto.