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Cazuza: há 67 anos, nascia o poeta do rock nacional; relembre sua trajetória
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Líder da banda Barão Vermelho e que depois seguiu carreira solo, Cazuza foi compositor, poeta, letrista e ator. Ele morreu precocemente, com apenas 32 anos, vítima de complicações da Aids. Veja a seguir detalhes de sua vida e carreira. Foto: Reprodução do Instagram @cazuza.oficial
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Filho de Lucinha Araújo (1936) e do produtor musical João Araújo (1935-2013), Cazuza nasceu no Rio de Janeiro. Ele sempre teve contato com a música, sendo fã de personalidades marcantes de gerações anteriores, como Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Foto: Reprodução do Instagram @cazuza.oficial
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Cazuza começou a escrever letras e poemas por volta de 1965, criações que mostrava à avó materna, Alice. Graças ao ambiente profissional do pai, ele cresceu acompanhando nomes como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil e João Gilberto. Foto: Reprodução do Instagram @cazuza.oficial
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Cazuza foi aprovado em Comunicação em 1976, mas desistiu do curso. Mais tarde, frequentou o Baixo Leblon, onde levou uma vida boêmia. Seu pai, João Araújo, fundador e presidente da Som Livre, criou um emprego para ele na gravadora. Foto: Reprodução do Instagram @cazuza.oficial
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Na Som Livre, Cazuza trabalhou no departamento artístico, onde fazia triagem de fitas de novos cantores. Logo depois, trabalhou com assessoria de imprensa e fez um curso de fotografia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos. Foto: Instagram @camisaverdeweb
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Em 1980, retornou ao Rio de Janeiro, onde ingressou no grupo teatral "Asdrúbal Trouxe o Trombone", no Circo Voador. Em seguida, Cazuza ingressou em uma banda de rock de garagem carioca, onde nasceu o Barão Vermelho. Foto: Instagram cazuza.oficial
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O Barão Vermelho era formado por Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclado) e Guto Goffi (bateria). Cazuza passou, então, a compor com Roberto Frejat, formando uma das duplas mais festejadas do rock brasileiro. Foto: Reprodução Youtube
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Em 15 e 20 de janeiro de 1985, o Barão Vermelho se apresentou na primeira edição do Rock in Rio. A apresentação da banda no quinto dia do festival tornou-se antológica por coincidir com a eleição do presidente Tancredo Neves, que marcou o fim da Ditadura Militar. Foto: Instagram cazuza.oficial
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Em julho de 1985, Cazuza deixou o Barão Vermelho para ter liberdade de compor e se expressar, musical e poeticamente. Suspeita-se que, nesse mesmo ano, ele começou a ter febre diariamente, sinais da contaminação pelo vírus do HIV que se agravariam anos depois. Foto: Instagram cazuza.oficial
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Em outubro de 1985, Cazuza foi internado para tratar uma pneumonia. No mês seguinte, lançou seu primeiro álbum solo, "Exagerado". A faixa-título, composta em parceria com Leoni, se tornou um dos maiores sucessos e marca registrada da carreira do cantor. Foto: Instagram cazuza.oficial
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No segundo semestre de 1986, ele gravou o segundo álbum, pela PolyGram (hoje Universal Music Group). Entre as faixas estão temas românticos como "Só se For a Dois", "O Nosso Amor a Gente Inventa", "Solidão Que Nada" e "Ritual". Foto: Reprodução do Instagram @cazuza.oficial
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Um novo teste revelou que o cantor era portador do vírus HIV. Na época, ele foi levado pelos pais aos Estados Unidos, onde foi submetido a um tratamento à base de AZT durante dois meses no New England Hospital, de Boston. Foto: YouTube / TVE-RS
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No fim de 1987, Cazuza iniciou as gravações do seu novo disco, "Ideologia", que incluiu os hits "Ideologia", "Brasil" e "Faz Parte Do Meu Show". Foto: Reprodução Youtube
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"Brasil", na versão de Gal Costa, foi tema de abertura da telenovela "Vale Tudo", da Rede Globo, e ganhou o Prêmio Sharp por melhor música do ano e melhor composição pop-rock do ano (Cazuza, George Israel e Nilo Romero). A atração está agora no ar em remake, com a mesma abertura da produção original. Foto: Instagram cazuza.oficial
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A turnê do disco "Ideologia", dirigida por Ney Matogrosso, viajou por todo o Brasil. "O Tempo Não Para", gravado no Canecão durante esse show, foi lançado em 1989. O disco se tornou o maior sucesso comercial, superando a marca de 500 mil cópias vendidas. Foto: Instagram @camisaverdeweb
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Em fevereiro de 1989, Cazuza declarou publicamente que era soropositivo, algo que ajudou no debate em relação à doença e aos efeitos dela em época de ainda pouco conhecimento e muitos tabus a respeito. Foto: Instagram @camisaverdeweb
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Ele compareceu à cerimônia do Prêmio Sharp em uma cadeira de rodas e recebeu os prêmios de melhor canção para "Brasil" e de melhor álbum para "Ideologia". Foto: Instagram cazuza.oficial
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O álbum "Burguesia" (1989), último de Cazuza, foi gravado com o cantor em uma cadeira de rodas e com a voz nitidamente enfraquecida. O álbum vendeu 250 mil cópias. Foto: Divulgação
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Em outubro de 1989, depois de quatro meses à base de um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza partiu novamente para Boston, onde ficou internado até março de 1990, voltando em seguida para o Rio de Janeiro. Foto: Reprodução do Instagram @cazuza.oficial
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Em 7 de julho de 1990, Cazuza morreu em seu apartamento, em Ipanema, aos 32 anos, por um choque séptico causado pela AIDS. Ao enterro, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs Foto: Instagram cazuza.oficial
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Em 2004, entrou em cartaz nos cinemas brasileiros uma cinebiografia de Cazuza - "Cazuza - O Tempo Não Pára". Com direção de Sandra Werneck e Walter Carvalho, e Daniel de Oliveira no papel do cantor, o filme retrata os passos do artista desde suas performances no Circo Voador e a carreira solo até a descoberta da doença e a morte precoce. Foto: Reprodução/Divulgação