Economia do Brasil: o time de Dario Durigan pós-Haddad
Secretários e presidentes de bancos públicos formam núcleo que controla finanças; ações afetam diretamente ambiente de negócios e investimentos
compartilhe
SIGA
Desde março de 2026, o ministro Dario Durigan é o rosto principal das decisões econômicas do governo, após suceder Fernando Haddad, que deixou o cargo para concorrer nas eleições. Ao lado dele, um grupo seleto de secretários e presidentes de bancos públicos forma o núcleo que, nos bastidores, define e executa os rumos da economia do país. Essas figuras-chave são responsáveis por áreas que vão desde o controle das contas públicas até a execução de políticas de crédito.
Ao lado de Durigan, essa equipe técnica e política tem a missão de equilibrar as finanças do Brasil e implementar as diretrizes econômicas traçadas pelo governo federal. Suas ações impactam diretamente o bolso dos brasileiros, o ambiente de negócios e a confiança dos investidores internacionais.
Leia Mais
Qual o poder real de um ministro para influenciar a economia do país
O pêndulo de forças na Esplanada: Fazenda ganha protagonismo e Casa Civil submerge
Depois de um mês no cargo, Durigan está capturado pela pauta eleitoral de Lula
Quem forma a equipe econômica de Durigan?
A equipe econômica principal é composta por três secretários estratégicos do Ministério da Fazenda e pelos presidentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Eles formam o primeiro escalão de comando sob a liderança do ministro.
Conheça os principais nomes que compõem o time:
Rogério Ceron: Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda
Daniel Leal: Secretário do Tesouro Nacional
Débora Freire: Secretária de Política Econômica
Robinson Barreirinhas: Secretário Especial da Receita Federal
Tarciana Medeiros: Presidente do Banco do Brasil
Carlos Antônio Vieira Fernandes: Presidente da Caixa Econômica Federal
Aloizio Mercadante: Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
Qual o papel de cada integrante?
O secretário-executivo, Rogério Ceron, atua como o "número dois" da pasta, sendo o principal articulador político e administrativo de Durigan. Economista e ex-secretário do Tesouro Nacional desde 2023, Ceron foi promovido ao cargo em março de 2026, quando Durigan assumiu o ministério. Ele coordena as demais secretarias e garante que as decisões do ministro sejam implementadas de forma integrada.
Já a Secretaria do Tesouro Nacional passou a ser comandada por Daniel Leal, que antes ocupava a subsecretaria da Dívida Pública. A pasta é responsável pela gestão da dívida pública e pelo controle das contas do governo. É o Tesouro que define, por exemplo, as regras para emissão de títulos públicos e monitora o cumprimento das metas fiscais.
Débora Freire, à frente da Secretaria de Política Econômica desde abril de 2026, lidera a área que elabora estudos, projeções e propostas para estimular o crescimento do país. A formulação de medidas micro e macroeconômicas passa por sua análise.
Robinson Barreirinhas, na Receita Federal, segue com a tarefa de comandar a arrecadação de impostos e combater a sonegação fiscal.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Os presidentes dos bancos públicos são peças-chave na execução da política de crédito. Tarciana Medeiros (Banco do Brasil) e Carlos Antônio Vieira Fernandes (Caixa) lideram as instituições que operam programas sociais e linhas de financiamento para agricultura e habitação. Aloizio Mercadante, no BNDES, direciona os investimentos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento industrial.