Imbróglio

Setor produtivo de MG defende cautela e negociação frente ao tarifaço

Faemg e Fiemg, que representam os setores agropecuário e industrial, se posicionam sobre o possível tarifaço às exportações brasileiras para os EUA

Publicidade
Carregando...

A postura da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) frente à possibilidade de um novo tarifaço das exportações brasileiras pelos Estados Unidos é de cautela. A adoção da medida pode ser anunciada pelo governo americano a qualquer instante.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

 



“Primeiro é preciso entender quais produtos vão ser excluídos e quais vão ser incluídos para entender se teremos competitividade mesmo com a tarifa”, avaliou Antônio de Salvo, presidente da Faemg, nesta quarta-feira (15/7).



Ele citou o exemplo da carne bovina brasileira que, mesmo se for sobretaxada em 25%, continuará sendo competitiva. De acordo com Antônio, o preço da arroba americana está por volta de US$ 108, enquanto a brasileira custa US$ 65.

“Isso causa certa insatisfação aos produtores americanos, que acham que a sua falta de competitividade é culpa da importação de carne brasileira, mas não é. Nós somos mais competitivos que eles”, disse o presidente da Faemg.

Ele cita que, ainda que o produtor americano queira o tarifaço, não é isso que o consumidor daquele país deseja, para não ter que pagar mais pelo alimento importado do Brasil.

Antônio acrescenta que a discussão pelo tarifaço está misturada a um “terrível viés político”, seja pelos Estados Unidos, pela União Europeia ou pela China: “São os três que estão querendo nos tarifar no momento, estamos disputando com as três maiores potências atuais. Vamos ter cautela, vamos ter diplomacia, é preciso separar política de negócios. Comida não tem ideologia, e nós produzimos comida boa, em quantidade e barata.”

No caso específico dos Estados Unidos, ele espera ver quais produtos serão tarifados para trabalhar pontualmente sobre os que forem importantes para Minas Gerais.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Fiemg pede regras claras

Nesta terça-feira (14/7), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também se posicionou sobre o novo tarifaço. A entidade defendeu a intensificação das negociações entre Brasil e Estados Unidos, a ampliação da lista de exceções e a publicação de regras claras sobre os produtos atingidos.

A Fiemg também considera fundamental esclarecer se as duas tarifas poderão ser acumuladas, quais serão os prazos de implementação e se haverá período de transição para contratos já assinados ou cargas em processo de embarque.

Essas tarifas podem chegar a 37,5% para os itens alcançados simultaneamente pelas duas medidas em análise: uma de 25%, sob a alegação de que o governo do Brasil adota práticas que oneram ou restringem o comércio com empresas americanas; e outra de 12,5%, sob a justificativa de que o Brasil, junto a mais de 60 países, não consegue impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.

“Essa diferença pode comprometer a posição de Minas Gerais como fornecedor de matérias-primas, insumos e produtos industriais para o mercado americano. Em segmentos nos quais há mercadorias semelhantes disponíveis em diferentes países, o preço final tende a ter peso significativo na escolha do importador”, publicou em nota a entidade.

Um levantamento feito pelo Centro Internacional de Negócios da Fiemg mostra que a exposição mineira ao tarifaço está concentrada em produtos como ferro-gusa, pedras preciosas e semipreciosas trabalhadas, disjuntores, sebo bovino, materiais refratários, mel natural, próteses, instrumentos médicos, ardósia e outros bens industriais.

Tópicos relacionados:

eua faemg fiemg minas-gerais tarifaco

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay