Franco suíço e moedas seguras crescem entre investidores
Além do dólar e euro, divisas de economias estáveis ganham espaço em carteiras; conheça as alternativas para proteção patrimonial contra volatilidade
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A busca por moedas consideradas portos seguros leva investidores a olharem além das opções mais tradicionais. Em um cenário de incertezas econômicas, referências históricas de refúgio como o dólar americano e o iene japonês nem sempre são as únicas alternativas. Outras divisas de economias altamente estáveis, como o franco suíço, a coroa norueguesa e o dólar canadense, destacam-se como excelentes opções para diversificar a carteira e proteger o patrimônio contra a volatilidade global, superando o desempenho de moedas mais expostas a riscos fiscais, como o euro.
Essas moedas, por vezes chamadas de alternativas por não centralizarem as transações globais cotidianas, pertencem a países com fundamentos econômicos sólidos, estabilidade política e contas públicas rigorosamente organizadas. A força desses ativos de refúgio está diretamente ligada à confiança que os mercados depositam na gestão de suas respectivas nações, tornando-os blindados e menos suscetíveis a crises financeiras de grande escala.
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5 moedas para ficar de olho além do tradicional
Explorar outras moedas pode ser uma estratégia interessante para quem busca reduzir riscos. Conheça cinco divisas que ganham relevância em cenários de instabilidade e que representam economias resilientes.
Dólar de Singapura (SGD): Considerada uma das moedas mais estáveis da Ásia, é lastreada por uma economia forte, inovadora e com um elevado Produto Interno Bruto (PIB) per capita. A gestão monetária prudente da Autoridade Monetária de Singapura contribui para sua reputação de segurança.
Coroa Norueguesa (NOK): A moeda da Noruega é influenciada pelo preço do petróleo, já que o país é um importante exportador da commodity. Além disso, a nação possui um dos maiores fundos soberanos do planeta, o que garante uma imensa reserva financeira e estabilidade para sua economia.
Dólar Canadense (CAD): Assim como a coroa norueguesa, o dólar canadense também tem seu valor atrelado às commodities, especialmente ao petróleo. O Canadá se beneficia de um sistema bancário sólido e de uma política fiscal historicamente responsável, o que confere segurança à sua divisa.
Dólar Australiano (AUD): A economia da Austrália é robusta e fortemente baseada na exportação de recursos minerais, como minério de ferro e carvão. A moeda é vista como um ativo seguro devido à estabilidade política do país e à independência de seu banco central, o Reserve Bank of Australia.
Coroa Sueca (SEK): A Suécia possui uma economia altamente desenvolvida e diversificada, com forte vocação para a exportação e inovação tecnológica. A transparência do governo, as finanças públicas saudáveis e a baixa dívida do país tornam a coroa sueca uma opção atrativa para investidores.
Como funciona a diversificação cambial?
A diversificação cambial é uma estratégia que consiste em alocar parte dos investimentos em ativos denominados em diferentes moedas. O objetivo é mitigar os riscos associados à desvalorização de uma única moeda, como o real. Ao ter exposição a divisas de países com economias sólidas, o investidor protege seu poder de compra e pode se beneficiar da valorização desses ativos em momentos de instabilidade no mercado local ou global.
Hoje, o investidor brasileiro não precisa comprar moeda em espécie para diversificar. Essa estratégia pode ser feita por meio de fundos cambiais, investimentos diretos no exterior (ações e títulos globais), BDRs ou ETFs listados na bolsa brasileira (B3).
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.