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ENTREGAS PARALISADAS

Entregadores de apps mantêm paralisação nesta terça-feira (01/04)

Movimento nacional dos motociclistas de delivery busca melhorar a remuneração por entrega e as condições de trabalho

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Os entregadores do aplicativo iFood mantiveram a paralisação por melhores condições de trabalho nesta terça-feira (01/04) em Belo Horizonte. A manifestação faz parte de uma mobilização nacional da categoria iniciada na segunda-feira (31/03). 

Os motoboys vão se concentrar na Praça da Estação, Região Central da capital mineira, às 15h e uma motociata vai percorrer diversos pontos da cidade, finalizando o percurso na Praça Sete às 19h. Além disso, durante a manhã, entregadores protestaram e fizeram entrega de panfletos em frente a shoppings e restaurantes fast food.

“Breque” nacional

 

Na manhã de ontem, motoboys de todo o País realizaram um “breque” - a paralisação das entregas. Vanessa Barbosa Muniz, que presta serviço para a plataforma há sete anos em Belo Horizonte, afirmou que as empresas de aplicativos lucram bilhões às custas dos trabalhadores, sem abrir espaço para diálogo sobre reajustes. Na capital mineira, a manifestação teve participação de motociclistas do iFood, 99 e Uber.

"O iFood, a Uber e a 99 arrecadam mais de sete bilhões por ano em cima dos motoqueiros, mas não escutam a gente. Estamos aqui pedindo voz e respeito", afirmou. 

Os entregadores pedem um reajuste na taxa mínima das corridas que, segundo eles, não tem aumento há três anos. A categoria também defende o pagamento mínimo de R$ 10 por entrega de até 4 km, com acréscimo de R$ 2,50 por quilômetro extra. Além disso, exigem o fim das rotas duplas, prática em que o aplicativo agrupa pedidos, mas paga apenas por uma entrega. Outra reivindicação é que os motoboys sejam chamados para retirar os pedidos apenas quando estiverem prontos, evitando a espera sem remuneração.  

Gustavo Túlio, um dos organizadores do ato, reforçou que a categoria continuará pressionando as plataformas até que suas demandas sejam atendidas. "Se não resolverem, vamos parar quantas vezes for necessário. Durante a pandemia, fomos chamados de heróis, mas hoje somos tratados como escravos", protestou.   

Resposta 

Em nota enviada ao Estado de Minas, o iFood afirmou que respeita o direito à manifestação pacífica dos entregadores e que está estudando a viabilidade de um reajuste para 2025. A empresa destacou aumentos nos ganhos dos entregadores nos últimos anos, como o reajuste de 13% no valor mínimo da rota em 2022 e a introdução de um adicional de R$3,00 por entrega extra em 2024. Também ressaltou que o ganho bruto por hora trabalhada é quatro vezes maior que o salário mínimo-hora nacional e que todos os entregadores têm acesso a seguro pessoal gratuito, planos de saúde e apoio jurídico e psicológico.

A empresa também reforçou a importância de respeitar o funcionamento dos estabelecimentos parceiros e garantir a livre circulação de funcionários e da população, conforme previsto na Constituição, sempre prezando por um ambiente seguro e livre de qualquer tipo de violência. 

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que responde pelas empresas Uber e 99, informou à reportagem que respeita o direito de manifestação e que suas empresas associadas mantêm canais de diálogo contínuo com os entregadores. 

Sobre a remuneração dos profissionais, a Amobitec informou que de acordo com o último levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a renda média de um entregador do setor cresceu 5% acima da inflação entre 2023 e 2024, chegando a R$ 31,33 por hora trabalhada.  

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Por fim a nota informa que: "as empresas associadas da Amobitec apoiam a regulação do trabalho intermediado por plataformas digitais, visando a garantia de proteção social dos trabalhadores e segurança jurídica das atividades. Além disso, atuam dentro de modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos entregadores, que geram renda com os aplicativos, e a situação econômica dos usuários, que buscam formas acessíveis para utilizar serviços de delivery."

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