Evento em BH promove empreendedorismo feminino no comércio exterior
O evento, que faz parte da agenda da WBA no Brasil, sigla em inglês para "Aliança Empresarial de Mulheres do BRICS", reuniu mais de 1,1 mil pessoas
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Siga no“Uma vez que você dá a uma mulher a oportunidade de exportar, ela nunca mais vai parar de exportar”. Foi assim que a presidente global do WBA BRICS, Mônica Monteiro, abriu as atividades da quarta edição do WEFORUM, o Women Entrepreneur Forum, evento que promove o empreendedorismo feminino e conecta mulheres líderes empresariais dos países do BRICS a parceiros internacionais. O evento, que começou na quarta-feira (26/3) e foi encerrado nesta quinta-feira (27/3) em Belo Horizonte, foi marcado por palestras, painéis e rodadas de negócios com compradores do mundo todo. A meta é ultrapassar os U$ 8 milhões em acordos comerciais, marco alcançado na última edição.
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“Nós mostramos um mercado que quer exportar, a mulher está pronta para exportar. O produto brasileiro está pronto, o que a gente precisa agora são de eventos como este, da mobilização da sociedade, entidades e políticas públicas, porque os números não são bons. Apenas 12% das mulheres brasileiras que têm CNPJ exportam, no mundo, esse dado chega a 24%, e é pouco. Nós queremos que as mulheres exportem mais, a gente quer mudar esses números de mulheres que exportam. O nosso foco é o BRICS, porém a gente abriu para todos os países. Na verdade, a gente quer que a mulher ganhe mais dinheiro”, afirmou Monteiro.
Tania Reis, CEO do Grupo Serpa e vice-presidente do Brics WBA, destacou a receptividade dos mineiros. “Belo Horizonte tornou-se a capital mundial do empreendedorismo feminino. A delegação da China está encantada, a delegação da Rússia também, por tanta receptividade. O mineiro sabe receber. Todas as associações, as mulheres realmente estão muito engajadas nesse projeto”, comentou.
Reis destacou que o evento, sobretudo, tem o objetivo de “gerar conexões e capacitar várias mulheres de todos os níveis”. Nos painéis, foram abordados tópicos estratégicos como economia, inovação e liderança feminina no fomento de negócios sustentáveis e acesso a recursos financeiros, combate à desigualdade de gênero e violência no ambiente de negócios e promoção de locais de trabalho seguros e inclusivos. Nesta edição, estarão envolvidos 8 países, reforçando o compromisso com a diversidade e o potencial do mercado internacional.
O evento, que faz parte da agenda da WBA no Brasil, sigla em inglês para “Aliança Empresarial de Mulheres do BRICS”, reuniu mais de 1,1 mil pessoas na capital, juntamente com uma audiência global via streaming. No total, 85 reuniões de negócios com 15 países, como Argentina, Bolívia, Canadá, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Itália, Paraguai, Peru, Reino Unido, Estados Unidos, Chile, entre outros.
A maioria dos compradores é do setor de alimentos e bebidas, seguido por cosméticos e vestuário. Trinta empresas brasileiras fazem parte dessa rodada de negociações internacionais, movimentando a economia.
Histórias de sucesso
Viviane Moutim, CEO da marca mineira Nazinha Alimentos, conseguiu uma reunião com um possível cliente internacional por meio do evento. “Nós, mulheres, precisamos potencializar os nossos negócios e chegar aonde devemos estar. Hoje estou tentando fechar negócio com um parceiro colombiano, essas conexões nos auxiliam muito porque quebram barreiras paradigmas aqui que já existem há muito tempo”, contou ao Estado de Minas.
A empresa familiar já está há 42 anos no mercado, mas há 20 anos resolveram alterar a formulação dos produtos pensando no mercado internacional. “Eu tenho uma linha de produtos que é totalmente sem glúten e sem lactose, temos outra que é também zero açúcar. Eu desenvolvo especificamente para alguns mercados, como o mercado europeu, que a gente fabrica uma fórmula totalmente vegana, sem ingredientes de origem animal. Então nós estamos sempre nos adaptando às necessidades dos consumidores, evoluindo com a jornada”, afirmou.
Com produtos tipicamente mineiros, os biscoitos de polvilho e sequilhos são a marca registrada da empresa, que leva o nome da antiga babá da família, a Nazinha. “Foi uma personagem viva que esteve presente na família do meu pai e recebeu essa homenagem e a empresa então tem esse nome por uma homenagem feita pelo meu pai”, explicou. Hoje, a empresa exporta as delícias para mais de 20 países, como Estados Unidos, Portugal, Espanha, Alemanha, Japão e Peru.
Monikke Sandmann, CEO Labcomex Consultoria, foi ao centro das negociações representar a empresa de bolsas de acessórios goiana Poli Guimarães. “São bolsas desenvolvidas em couro e pintadas à mão, inspiradas na fauna brasileira. São produtos únicos,obras de artes, que queremos levar para o Paraguai como artigos do mercado de luxo”, contou.
No mercado desde 1947, a marca de cosméticos Kanechom quer alçar novos voos no mercado internacional. A gerente de exportações Anna Carolina Almeida foi ao WEFORUM com uma reunião agendada para negociar a exportação de uma nova linha de produtos para a Colômbia. “Estamos lançando uma linha que a gente chama de Belezas da Terra, que é uma linha de pistache, rosa mosqueta e café, e gelatinas capilares também. Não tem em nenhum país, então é um produto de valor agregado maior e bem diferenciado aqui em Belo Horizonte e no Brasil”, afirmou.
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A empresa mineira exporta para 20 países, incluindo Chile, Colômbia, Panamá, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Estados Unidos, Portugal, França e Arábia Saudita.