Cachaça em Minas: o destilado que brilha em pratos, drinks e sobremesas
De michelada a filé flambado e sobremesas: chefs mineiros mostram a versatilidade da bebida em criações que vão muito além da caipirinha
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O costume de beber cachaça em Minas Gerais ganha novas interpretações em cardápios que exploram a bebida para além do clássico drinque com limão. Chefs e restaurantes mostram a versatilidade do destilado em coquetéis, pratos principais e sobremesas.
No Gabo, localizado na Savassi, a cachaça estrela uma versão de michelada. O coquetel utiliza a cachaça Bem me quer bálsamo, que possui notas herbais e frescas. A bebida é combinada com uma cerveja sour de maracujá e hibisco da cervejaria São Sebastião, cuja acidez amplia o frescor do destilado.
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O chef Augusto, responsável pela criação, explica que a ideia é quebrar o paradigma da cachaça em coquetéis, um caminho que ele desenvolve desde projetos anteriores da casa.
Carta de cachaças
Na Cozinha Santo Antônio, a bebida tem uma carta própria, organizada por Otávio Werneck, um apreciador do destilado. O critério para a seleção foi incluir uma cachaça de cada região produtora de Minas, mesclando rótulos conhecidos com outros menos circulados.
Rótulos como Asa Branca, Dama da Noite e Claudionor são apresentados com descrições de origem, madeira e teor alcoólico. A chef Ju Duarte afirma que a cachaça faz parte da identidade gastronômica e da cultura local, admitindo que a carta merece mais destaque.
Filé flambado
Já n'A Casa da Agnes, o destilado vai para a frigideira no prato "Filé, Cana e Café". A receita leva um filé alto flambado na cachaça, processo que a deixa mais doce em comparação a outros destilados. A chef Agnes Farkasvolgyi usa essa característica de forma intencional.
O filé é servido com manteiga de café, cuscuz de milho e quiabos crocantes. Segundo Agnes, o objetivo era unir café e cachaça em uma harmonização com a cara de Minas.
Sobremesas da serra
No restaurante Casulo, em Lapinha da Serra, a chef Marina Leite utiliza a cachaça Xavier, produzida na vizinha Serra do Cipó. A versão "Edição Especial", premiada pela Emater, é usada para flambar bananas.
No menu degustação, a "Reserva Especial", envelhecida por dez anos em carvalho, protagoniza uma sobremesa com araticum e sorbet de jabuticaba. A criação une três ingredientes do cerrado a uma cachaça local.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.