Música

Djavan é só coração, desejo e sina no show que chega a BH no sábado que vem

'É difícil não chorar', revela o cantor e compositor, ao falar da proximidade com o público. Ele vai se apresentar em 18/7, na Arena MRV

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“Saio do palco inteiraço. Não sinto cansaço”. Aos 77 anos, o alagoano dono de musicalidade inconteste, autor de versos improváveis que povoam o imaginário do brasileiro, enfileira durante duas horas e 40 minutos sua coleção de hits em “Djavanear 50 anos. Só sucessos”. A turnê de Djavan, iniciada em maio em São Paulo, chega no próximo sábado (18/7) a Belo Horizonte, na Arena MRV.

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“Minha única preocupação é que as pessoas saiam do show melhores do que entraram”, afirma o cantor e compositor ao Estado de Minas. A temporada brasileira passa por diferentes estádios. O show de BH é o sétimo da turnê que tem, por ora, 16 apresentações confirmadas no país até dezembro. Em setembro e outubro, ele também canta na Europa (nove datas). Em novembro, faz um show no Chile, outro na Argentina e o terceiro no Uruguai.

“Ao fazer show em estádios, você tem que ter o controle na mão. O público está, de uma maneira legal, sob o seu comando. Você tem de manter a conexão. Tudo ficou maior (na turnê). E quando você reúne 50 mil pessoas a sua frente, para cantar com você e te aplaudir, você sabe que está participando de um evento especial”, acrescenta Djavan.

O formato “maxi” vem sendo testado não é de hoje. Em 2023, durante a temporada do álbum “D”, Djavan começou a se apresentar em arenas, fugindo da configuração de teatros que o acompanhou durante tantos anos. Trabalhando com boa parte da equipe de sempre, ele dá a palavra final para absolutamente tudo.

“Minha participação é total. As pessoas apresentam as ideias, sugerem isso ou aquilo, e a gente sai batendo bola. É assim que se constrói um show.”

“Djavanear” vem sendo preparado desde o final de 2025, quando ele lançou “Improviso”, seu 26º álbum. Vale lembrar: ao contrário de muitos de seus pares, Djavan não deita eternamente em berço esplêndido – lança, em média, um álbum de inéditas a cada dois anos. No entanto, a safra contemporânea de canções não aparece na turnê, apenas “Um brinde”, do disco mais recente, foi composta neste século.

O repertório abrange a produção até o final da década de 1990. E ao contrário do que possa parecer, ter uma coleção de canções muito conhecidas não facilita a tarefa. “É mais difícil montar um repertório assim. Um público muito grande quer se envolver naturalmente, cantar, dançar e se mostrar íntimo de uma história.”

Superbanda

Djavan é músico fiel. Para a banda da turnê, convocou instrumentistas que o acompanham há muitos anos. São oito em cena: Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra e violão), Paulo Calasans (piano e teclado), Renato Fonseca (teclado), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Marcelo Martins (sax-tenor e flauta) e Rafael Rocha (trombone), além das backing vocals Clara Carolina e Jenni Rocha.

“Acho que a música fala por si”, diz ele, que se dirige poucas vezes ao público. “O verdadeiro espetáculo une palco e plateia num só objetivo. Não é necessário legenda para nada, pois está tudo implícito. As pessoas vão ao show já sabendo o que vão vivenciar.”

Não é de hoje que ele, que reinou nos anos 1980 e 1990 nas novelas, atrai o público mais jovem, que o conheceu agora. “É um envolvimento natural que vem dos pais”, comenta.

Foram dois meses de ensaio. “Não é só musicalmente, mas a cena, o movimento de palco, que é enorme.” Além da preparação vocal, ele conta com professores de pilates e de expressão corporal. “Mas a movimentação é natural, nunca estudei dança. A preparação é física mesmo”, conta.

Climas

Show longo, “Djavanear” tem diferentes momentos. Contido no início, ele vai se soltando. No meio da apresentação, chega bem perto da plateia ao interpretar baladas.

“É tão emocionante que tenho de me segurar, manter o controle. É difícil não chorar, pois é um momento muito forte. Sem contar que onde quer que você olhe, tem gente chorando”, diz.

Planos pro futuro? “Quero continuar fazendo com que todos se sintam contribuindo para um bom espetáculo. Está bonito e bem-amarrado. Quero continuar sendo feliz e tão grato por uma carreira de tantos anos”, conclui.


REPERTÓRIO

• “Sina” (1982)
• “Eu te devoro” (1998)
• “Boa noite” (1992)
• “Cigano” (1989)
• “Nem um dia” (1996)
• “Miragem” (1984)
• “Linha do Equador” (1992)
• “Outono” (1992)
• “Um brinde” (2025)
• “Meu bem-querer” (1980)
• “Oceano” (1989)
• “Lambada de serpente” (1980)
• “Mal de mim” (1989)
• “Azul” (1982)
• “Açaí” (1981)
• “O vento” (1987)
• “Se…” (1992)
• “Me leve” (1987)
• “Pétala” (1982)
• “Serrado”/“Fato consumado”/“Flor de lis” (1978, 1975, 1976)
• “Quase de manhã” (1986)
• “Seduzir” (1981)
• “Samurai” (1982)
• “Lilás” (1984)
Bis:
• “Um amor puro” (1999)
• “Sina” (1982)

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“DJAVANEAR 50 ANOS. SÓ SUCESSOS”

Próximo sábado (18/7), às 21h, na Arena MRV (Rua Cristina Maria de Assis, 202, Califórnia). Abertura dos portões: 17h. Classificação etária: 16 anos. Menores de 5 a 15 anos só acompanhados dos pais ou responsáveis. Ingressos à venda na Ticketmaster e na bilheteria do estádio (sem cobrança de taxa). Cadeira superior: R$ 300 (inteira) e R$ 150 (meia para idosos). Cadeira inferior: R$ 510 (inteira) e R$ 255 (meia para idosos). Cadeira sul: R$ 450 (inteira) e R$ 255 (meia para estudantes e idosos). Pista: R$ 300 (inteira), R$ 198 (entrada solidária) e R$ 190 (meia para estudantes e idosos). Pista Premium: R$ 630 (inteira) e R$ 315 (meia para idosos). VIP: R$ 1.065 (inteira) e R$ 750 (meia para estudantes e idosos).

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