Série 'Donos do Oeste' traz a violência da gangue Westies no coração de NY
Estreia domingo (12/7), no MGM+, a série sobre brutalidade de gangue irlandesa-americana, polícia corrupta e ação da máfia em Manhattan nos anos 1980
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Westies foi uma gangue irlandesa-americana que atuou entre as décadas de 1960 e 1980 em Nova York. Parceira da máfia, dominou a região de Hell’s Kitchen abusando da violência. Há muito revitalizada, a “Cozinha do Inferno”, no coração de Manhattan, ganhou este apelido justamente pela onipresença do crime organizado.
Com lançamento neste domingo (12/7), no MGM+, a série “Donos do Oeste” (do original “The Westies”) é ambientada nos anos 1980. Na época, o Jacob Javits, maior centro de convenções de Nova York, estava começando a ser construído. Com o dinheiro começando a jorrar, vieram as disputas de poder.
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Dois veteranos do cinema e da TV encabeçam o elenco. J.K. Simmons interpreta Eamon Sweeney, o chefão dos Westies. Já Titus Welliver, que interpretou por quase uma década o detetive Harry Bosch, volta a encarnar um policial – desta vez, ele atua na polícia de Nova York. Só que seu personagem, Glenn Keenan, já começa a história entre a cruz e a caldeirinha.
Ele deve fidelidade (e recebe bastante propina para tal) aos conterrâneos irlandeses. Mas se vê em maus lençóis quando é chamado para colaborar com o FBI. A força-tarefa criada para desmantelar o crime organizado está sob o comando da agente especial Birdie Polk (Jessica Frances Dukes).
O terceiro personagem de destaque é Jimmy Roarke (Tom Brittney). Braço-direito de Sweeney, que o acolheu ainda criança, ele é o homem que deve executar o trabalho sujo. Conhece bem as ruas e é respeitado pelos mais jovens. É namorado de Bridget Walsh (Sarah Bolger), integrante do IRA, o Exército Republicano Irlandês que tem sua própria agenda.
Roarke tem um calcanhar de Aquiles: Mickey Flanagan (Stanley Morgan). Veterano da Guerra do Vietnã, seu melhor amigo está desequilibrado. Volta às ruas depois da temporada em um hospital psiquiátrico e não demora a arranjar confusão com os italianos.
“O que mais me interessava era tanto a tensão interna da organização quanto a do mundo ao seu redor: uma nova geração desafiando ideais tradicionais, uma liderança tentando manter a ordem e a questão do que acontece quando a pressão aumenta mais rápido do que qualquer código de conduta consegue suportar”, declarou Chris Brancato.
O criador da série tem afinidade com o crime organizado. Brancato assinou “Godfather of Harlem”. Estrelada por Forest Whitaker, a produção será concluída, depois de quatro temporadas, com um episódio final de duas horas.
Aliança
Embora violentos – estima-se que em 20 anos de atuação tenham assassinado cerca de 100 pessoas –, os Westies eram em pequeno número. A gangue não ultrapassou 20 integrantes. Por isso a aliança com a máfia era necessária.
“Donos do Oeste” enfoca essa relação. Ainda que seja uma trama ficcional criada a partir de fatos, a série leva para a cena a figura real (e lendária) de John Gotti (Hamish Allan-Headay), membro em ascensão na temida família Gambino.
Histórias de máfia são movidas a alianças, crimes e traição. Em dado momento, “Donos do Oeste” vai tomar rumo shakespeariano, quando a nova geração entrar em conflito com a antiga. Não é preciso somar dois e dois para compreender que Roarke e Sweeney vão ficar em lados opostos.
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“DONOS DO OESTE”
A série estreia domingo (12/7), no MGM+, com lançamento dos dois primeiros (de oito) episódios. Novos episódios semanais.