RIO DE JANEIRO

Defesa de Ed Motta nega xenofobia e fala em manipulação: "Fora de contexto"

Advogados do cantor afirmam que gravações divulgadas são antigas, privadas e foram usadas para tentar influenciar investigação sobre confusão em restaurante

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A defesa de Ed Motta reagiu à divulgação de áudios em que o cantor aparece fazendo ofensas contra um funcionário do restaurante Grado, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Em nota, os advogados do artista afirmaram nesta quarta-feira (13/5) que as gravações são antigas e “fora de contexto”.

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Os áudios passaram a circular após integrarem o inquérito conduzido pela 15ª DP da Gávea, que investiga acusações de injúria por preconceito relacionadas à confusão registrada no restaurante em 2 de maio.

Na manifestação enviada à imprensa, a defesa afirmou que houve uma tentativa de “manipulação de narrativa” para relacionar os áudios ao episódio investigado atualmente. Segundo os advogados, as gravações seriam privadas e não teriam ligação direta com os fatos apurados pela polícia.

O cantor também negou ter feito ofensas xenofóbicas na noite da confusão. Em depoimento prestado na terça-feira (12/5) à Polícia Civil, Ed Motta declarou que as acusações são "infundadas" e afirmou ser neto de baiano e bisneto de cearense, dizendo ter "amplo respeito pelos nordestinos".

Os representantes do artista sustentam que ele não agrediu ninguém durante a noite investigada e classificaram o vazamento das gravações como “distorcido e descontextualizado”.

A defesa também afirmou que o cantor seguirá colaborando com as autoridades ao longo da investigação.

Os áudios divulgados mostram o artista reclamando do atendimento de um funcionário e usando expressões ofensivas ao se referir ao trabalhador. Em um dos trechos, ele ameaça “pular o balcão” em uma próxima discussão. O conteúdo agora passa a ser analisado pelos investigadores junto a depoimentos, mensagens e imagens de segurança relacionadas ao caso.

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*Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca 

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