STREAMING

Donnie Wahlberg revisita Danny Reagan em série derivada de ‘Blue bloods’

Na produção que estreia nesta quinta (30/4) no Brasil, o personagem se muda para Boston e precisa 'desacelerar' para se adaptar, afirma o ator

Publicidade
Carregando...

Quando uma série começa a ser produzida, raramente se imagina que ela possa atravessar mais de uma década no ar. Ainda assim, foi exatamente isso o que ocorreu com Donnie Wahlberg, intérprete de Danny Reagan em “Blue bloods”. “Suspeitava que interpretaria o personagem por 10 anos. Essa sempre foi a minha previsão”, diz o ator. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

A previsão, mesmo longeva, acabou superada. A série permaneceu por 14 anos no ar e deu origem ao spin-off  “Boston blue”, que estreia no Brasil nesta quinta (30/4), no Universal+. Centrada no personagem de Wahlberg, a nova produção já tem a segunda temporada confirmada. 

Em “Blue bloods”, o público acompanha a rotina da família Reagan, marcada pela tradição no serviço policial. Frank (Tom Selleck) é comissário de polícia de Nova York, seguindo os passos do pai. Os filhos – Danny, Erin (Bridget Moynahan) e Jamie (Will Estes) – também constroem carreiras na polícia.

Agora, após o encerramento da série original, “Boston blue” desloca a narrativa para Boston e acompanha Danny longe do núcleo familiar. Ex-detetive do Departamento de Polícia de Nova York, ele se transfere para a nova cidade em busca de reaproximação com o filho Sean (Andrew Terraciano). 

 

Conhecido pelo temperamento impulsivo e pelos métodos pouco convencionais, muitas vezes ultrapassando limites para resolver casos, o protagonista precisa se adaptar às regras e à cultura do Departamento de Polícia de Boston.

Nesse processo, também tenta conquistar a confiança da nova parceira, a detetive Lena Silver (Sonequa Martin-Green). A família Silver, aliás, ocupa posição de destaque nas forças de segurança locais, o que aproxima ainda mais o protagonista do novo círculo.

A primeira temporada contará ainda com participações especiais de personagens de “Blue bloods”, como Erin Reagan e Maria Baez (Marisa Ramirez), colega e interesse romântico de Danny.

Na entrevista a seguir, Donnie Wahlberg comenta a decisão de dar continuidade à história, as transformações do personagem e os motivos que mantêm esse universo relevante no contexto atual. 

Atores Donnie Wahlberg e Sonequa Martin Green em cena da serie Boston Blue
Danny (Donnie Wahlberg) e Lena (Sonequa Martin Green) se tornam parceiros em Boston Universal/Divulgação
 

Você imaginava interpretar esse personagem por tanto tempo?

“Blue bloods” teve 14 temporadas e realmente achei que aquilo era o fim. Eu mesmo tinha sugerido ideias para um spin-off, com o Danny indo para um lugar bem diferente e mais quente, como Califórnia, Las Vegas ou Texas. Então, a emissora me ligou perguntando se teria interesse em fazer o Danny em Boston. Sou de Boston, achei que seria uma oportunidade incrível. 

Achava que a trajetória dele tinha se encerrado em “Blue bloods”, mas agora que está em um novo mundo, isso realmente me permite explorar o personagem de maneiras diferentes. Em Nova York, o Danny era independente, fazia as coisas do seu próprio jeito. Em certo sentido, ele até tinha ressentimento em relação ao Frank e se afastava dessa autoridade. Não queria que outros policiais pensassem em nepotismo ou que ele estava se beneficiando do pai. Agora, ironicamente, em Boston ele está começando a ficar mais parecido com o pai, porque tem um filho na polícia. 

Isso está realmente ajudando a transformá-lo e amadurecê-lo. Ele sempre foi um ótimo detetive, mas agora é completamente diferente. Ele começa a respeitar e valorizar muito mais a sabedoria do pai e também a agir um pouco mais como ele. 

Especialmente no processo de adaptação a uma nova cidade, que novos lados do Danny o público pode ver? 

Em Nova York, sempre que algo acontecia, o Danny simplesmente corria atrás. Ele ia direto. Conhecia cada esquina, cada beco, cada pessoa. Agora, ele não conhece Boston de forma alguma. Isso o coloca em posição desconfortável: ele precisa, de certo modo, pausar. É um mundo tão novo que o faz desacelerar um pouco. 

Ao desacelerar, passa a enxergar as coisas de outra forma. Ele passa a perceber melhor as decisões que costumava tomar. Então, quando vê a parceira tomando decisões parecidas, acredita que pode ajudá-la a aprender com os erros dele ou com aquilo que ele aprendeu. O mesmo vale para o filho.

Tem sido mais revelador para mim do que esperava. Achei que interpretaria o mesmo Danny de sempre e, de repente, percebi que não podia. Nem é possível contar essas histórias de forma autêntica mantendo o personagem igual. Ele precisa mudar. Sabia que poderia explorar a rivalidade entre Boston e Nova York, de esportes e sotaques, e sabia que poderia me divertir com isso. Mas não imaginava o quanto ele teria que mudar e amadurecer. Essa foi uma grande descoberta para mim, e tem sido muito interessante explorar isso.

legenda
Em Boston, o protagonista se torna menos impulsivo e ajuda outros policiais a partir do que aprendeu com os erros da carreira. Universal/Divulgação

“Blue bloods” é centrada nas relações familiares. Enquanto a série original foca na família Reagan, agora vemos mais da família Silver. Quais as principais diferenças entre essas famílias?

Durante “Blue bloods”, perdi a conta de quantos policiais ou fãs casadas com policiais me falavam sobre suas famílias na área de segurança pública. Existem muitas famílias como os Reagan, não só em Nova York ou nos Estados Unidos, mas no mundo todo.

Os Silver, embora possam parecer uma grande coincidência, na verdade são bastante realistas. O fato de existir uma família como a do Danny em Boston o atraiu e fez com que ele encontrasse algo familiar em um ambiente totalmente novo.

legenda
Enquanto em "Blue bloods" o foco estava na família Reagan, com jantares coletivos diários, o spin-off retrata a relação de Danny com a parceira Lena e a família Silver. Universal/Divugação

Assim como em “Blue bloods”, eles conversam sobre tudo, têm opiniões diferentes e até crenças distintas. Mas uma das coisas mais interessantes, tanto sobre “Blue bloods” quanto sobre “Boston blue”, é que há tantas opiniões diferentes que é possível discordar, mas ainda amar e respeitar uns aos outros.

É um tema muito importante hoje nos Estados Unidos. Existem pessoas que discordam sobre política e deixam de se falar. Há muita raiva. “Boston blue” oferece a oportunidade de mostrar na televisão que é possível dialogar, discordar e ainda assim manter o respeito e o amor. É importante ver isso na TV, porque é algo que está fazendo falta ao mundo atualmente.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

“BOSTON BLUE”

O primeiro episódio da série estreia no Brasil nesta quinta (30/4), no Universal+. Outros 19 serão lançados semanalmente, às quintas. O Universal+ pode ser acessado pelo Prime Video, Claro TV+, Vivo TV, Meli+ e UOL Play.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay