MÚSICA

Airto Moreira e Ricardo Bacelar se juntam no álbum ‘Maracanós’

Disco tem participação de Flora Purim nos vocais; músicos dizem que trabalho vai na contramão do mercado e inclui faixa com sete minutos de duração

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O percussionista catarinense Airto Moreira, um dos maiores expoentes da percussão mundial, se juntou ao cantor, compositor, arranjador e pianista cearense Ricardo Bacelar (ex-Hanói Hanói) para criar o álbum autoral “Maracanós” (Jasmin Music).

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O disco conta com a participação da cantora Flora Purim, mulher de Moreira, que antes já havia participado do single “Aqui-ó” (Toninho Horta e Fernando Brant).

O novo trabalho tem lançamento simultâneo no Brasil, Estados Unidos, Portugal, França, Alemanha, China e Japão. Bacelar conta que o disco nasceu de outros projetos com Moreira e Flora.

“Primeiro, foi gravado um disco dos dois que produzi, mas que ainda não foi lançado e que foi produzido junto com um filme sobre a vida deles que também está em fase de produção e tem na direção o cineasta Jom Tob Azulay. E junto desse filme saiu o single ‘Aqui-ó’.” 

“Então, aproveitei essa convivência com os dois e gravei o disco com Airto”, conta. “Aí já foi em uma segunda vinda deles. Airto veio pra Fortaleza com Flora, fui para o estúdio com ele e ficamos lá compondo e tocando”, afirma.

O músico diz que a imersão foi “um processo bem natural. Desenvolvemos uma boa amizade. Ele é um cara muito sensível para música, uma pessoa que tem um espírito libertário. Airto tem uma experiência incrível dentro de um estúdio, pois já tocou com Wayne Shorter, Miles Davis, Chick Corea, John McLaughlin, Santana, Jaco Pastorius, Al di Meola, Stan Getz e George Benson, entre outros”.

Bacelar ressalta que Moreira tem uma visão muito aberta e libertária da música. “E respeitei muito isso no disco. A Flora fez uma participação na música ‘Voo da tarde’. É um disco interessante, porque traz muita textura, tendo até música de sete minutos, toda uma coisa de liberdade.”

Arranjos

Ainda sobre o repertório do disco, Bacelar diz que “tem músicas com arranjos de cordas feitos por Liduino Pitombeira, do quarteto carioca Kalimera”.

“Cantei uma música e Airto cantou outras duas, sendo que em uma delas a gente cantou junto, algo mais instrumental, mas que a voz é usada como instrumento. Tem também ‘Pau rolou’ que é cantada e que ele já havia feito. Foi um processo muito prazeroso de fazer, porque faço parte desse ponto de Airto que é de uma música libertária, espontaneidade e fora desse padrão comercial, pois fazemos uma coisa levando para o lado artístico mesmo.”

Bacelar comenta que “criou um vínculo muito bonito” com Airto. “Inclusive os dois se casaram aqui em casa, em Fortaleza. No meio da gravação do disco, fizemos um casamento religioso e foi uma cerimônia ecumênica e muito bonita. Então, desenvolvi essa conexão com ele e Flora de amizade, confiança e cumplicidade e isso gerou a música.”

Bacelar diz que é um disco para escutar com muito carinho. “Isso porque foi feito com muito critério e para colocar Airto em um lugar onde merece estar. Os dois moram hoje no Rio de Janeiro. Aliás, penso em fazer um volume 2 com ele, pois é um grande privilégio. Quando você toca, Airto cola em você de um jeito... Quando você toca piano e ensaia ir para um lugar, ele já está lá, é um gênio, tem uma percepção muito forte.”

Airto Moreira mudou-se para os Estados Unidos no final dos anos 1960, onde se estabeleceu como um dos primeiros percussionistas a integrar a percussão brasileira ao jazz moderno. Foi integrante da banda de Miles Davis, participando de álbuns históricos como “Bitches brew”, além de tocar com o Weather Report e o Return to Forever, de Chick Corea.

No último dia 18, o percussionista, que está com 84 anos, foi homenageado nos Estados Unidos com o NEA Jazz Masters Fellowship, concedido pela National Endowment for the Art. A distinção é atribuída a artistas cuja contribuição teve impacto excepcional no desenvolvimento da linguagem do jazz.

“MARACANÓS”


• Disco de Airto Moreira e Ricardo Bacelar


• Jasmin Music


• Oito faixas


• Disponível nas plataformas digitais


FAIXA A FAIXA


• “Pé no chão” (Airto Moreira e Ricardo Bacelar)


• “Mestre Novo da Guiné” (Airto Moreira, Ricardo Bacelar e Luis Lima Verde)


• “Bumbo meu boi” (Airto Moreira e Ricardo Bacelar)


• “Voo da tarde” (Airto Moreira e Ricardo Bacelar). Participação de Flora Purim


• “Maracanós” (Airto Moreira e Ricardo Bacelar)


• “Submersivos” (Airto Moreira e Ricardo Bacelar)


• “3 minutos de paz” (Airto Moreira e Ricardo Bacelar)

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• “Pau rolou” (Airto Moreira e Ricardo Bacelar)

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