ARTES CÊNICAS

Musical sobre Tom Jobim chega a Belo Horizonte 

Superprodução que conta a história do Maestro Soberano envolve 60 profissionais e terá quatro apresentações no Sesc Palladium, a partir da próxima sexta (24/4)

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Mais completo e inspirado compositor que o Brasil já viu surgir, Antônio Carlos Brasileiro de Oliveira Jobim (1927-1994) merece todas as loas. Um elenco com 28 artistas, 19 atores e nove músicos, celebra a trajetória e a música do maestro em “Tom Jobim Musical”. A montagem chega a Belo Horizonte na próxima sexta-feira (24/4), para quatro apresentações no Sesc Palladium.

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“É uma equipe de 60 pessoas viajando, uma estrutura impressionante. São quatro caminhões para levar o cenário”, comenta o ator Leopoldo Pacheco. Criado por Nelson Motta e Pedro Brício, com direção de João Fonseca (que assinou os musicais dedicados a Tim Maia, Cazuza e Cássia Eller), o espetáculo percorre toda a carreira de Jobim, dos 16 anos até o fim da vida.


Com a missão de encarnar Vinicius de Moraes (1913-1980), Pacheco atua como um narrador. Já Elton Towersey, ator de 31 anos, assume o papel de Tom Jobim. Pela primeira vez como protagonista, mas já experiente nos palcos (começou aos 13 atuando em “A noviça rebelde”), ele fica em cena praticamente o tempo inteiro.


“O Tom vai envelhecendo e eu vou trocando os cabelos. As trocas são rápidas. Já no final da vida dele, por exemplo, quando ele usa o chapéu Panamá, eu tenho uma troca na coxia de um minuto”, conta Towersey. A troca é realizada com a ajuda de cinco profissionais, enquanto Pacheco, em cena, segura o público.


Repertório

São dezenas de músicas, algumas com apenas um trecho, para acompanhar uma história que começa no Rio de Janeiro e segue para os Estados Unidos, diante da explosão internacional da bossa nova na década de 1960.


“Um dos grandes problemas de escrever um musical sobre Tom Jobim é a qualidade das músicas. Como conseguir incluir umas 25 músicas em umas duas horas e meia de espetáculo sem deixar de fora canções belíssimas? Sempre vão faltar várias que não poderiam faltar, que vão reclamar, com razão, mas exigiriam um espetáculo de quatro ou cinco horas”, escreveu Nelson Motta em sua coluna em “O Globo”.


Além da parceria com Vinicius, a montagem também é muito centrada na relação com João Gilberto (1931-2019). Visto em BH no final de 2025 como Herbert Vianna em “Vital – O musical dos Paralamas”, o ator Rodrigo Salva assumiu recentemente o papel de João Gilberto.


“Tom Jobim Musical” estreou em outubro de 2024 no Rio de Janeiro, já foi visto por mais de 135 mil pessoas. Agora em turnê nacional, com escala em oito capitais, a montagem segue até junho.


Elenco

Outros nomes celebrados na montagem são Elis Regina, Jair Rodrigues, Frank Sinatra, Elza Soares e Dolores Duran. Como um espetáculo longevo, houve mudanças de elenco. Pacheco, por exemplo, entrou para o musical há um ano, em substituição a Otávio Müller. Enquanto se preparava para interpretar Pôncio Pilatos na tradicional montagem da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém (PE), estudou Vinicius a fundo.


“Musical tem uma questão técnica, a colocação em cena, mas já dirigi ‘Tick, tick...boom!’ e produzi ‘Rent’. Então tenho alguma familiaridade”, conta Pacheco. Em dado momento da vida, sua sogra empresariou Vinicius, Toquinho e Silvio César. “Então tem essa parte da amizade. Mas além disso, acho que a bossa faz parte do RG de qualquer brasileiro.”


Até interpretar Vinicius, Pacheco só tinha tido uma única experiência de palco com musicais: vive o Coronel Parker, empresário de Elvis Presley, em montagem dedicada ao Rei do Rock.


Elton Towersey, por seu lado, conseguiu o papel de Jobim após uma série de audições. Fundamental foi a experiência do ator com música. “Minha educação musical se deu através do meu pai. Teve uma etapa em que ele me desafiou a tocar um compositor mais elaborado”, conta ele.


O autor era Tom Jobim, que Towersey, ainda garoto, teve que “tirar” sozinho. A primeira canção que tocou foi o standard “Garota de Ipanema”. Towersey costuma compor para teatro musical. No espetáculo, além do piano, ele tem que dedilhar o violão.


Para a caracterização do Poetinha, Pacheco passa por 40 minutos de preparação antes de casa sessão. “É muito legal, e realmente fico parecido com o Vinicius. Como tenho que ficar careca, em cima da minha cabeça é colocada uma peruca”, comenta ele, que acha que o trabalho de um musical brasileiro é muito diferente das versões estrangeiras, justamente pela língua.


“Quando você faz teatro fora do país, em outra língua, é difícil você alcançar a alma das palavras. Numa história brasileira, a alma está construída dentro da gente, então a aproximação é muito grande.”

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“TOM JOBIM MUSICAL”
No Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro), sexta (24/4), às 20h; sábado (25/4), às 16h e às 20h; e domingo (26/4), às 17h. Ingressos: R$ 50 a R$ 220 (valores referentes à inteira). À venda na bilheteria e no Sympla. Duração: 2h15 (15 min de intervalo).

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