Oscar 2026

Brasil tenta no Oscar feito que apenas cinco países conseguiram

‘O agente secreto’ busca a segunda vitória consecutiva do país na categoria Melhor Filme Internacional, vencida no ano passado por ‘Ainda estou aqui’

Publicidade
Carregando...

Inédito não é, já aconteceu algumas vezes no quase centenário prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Mas há 37 anos um país não leva, consecutivamente, o Oscar de Melhor Filme Internacional. A última vez que isso ocorreu foi com a Dinamarca, com “A festa de Babette” (1987) e “Pelle, o conquistador” (1988).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Caso “O agente secreto” leve neste domingo (15/3) o Oscar de Melhor Filme Internacional, o Brasil fará parte da lista em que estão ainda a Itália e a França (cada um teve vitórias consecutivas em três ocasiões), Japão (uma só, na década de 1950) e Suécia (também uma, no início dos anos 1960).

O Oscar de 2025 para “Ainda estou aqui” abriu portas para o thriller pernambucano – não podemos nos esquecer de que a ditadura militar está presente, mesmo que de maneira absolutamente diversa, nos dois filmes.

 

Ainda que a comparação da trajetória dos longas brasileiros em Hollywood seja inevitável, há pontos divergentes. O filme de Walter Salles só entrou efetivamente para o jogo após as indicações ao Globo de Ouro. Já o de Kleber Mendonça Filho começou a ser trabalhado muito antes – nos EUA, o longa estreou em novembro passado, mesma época em que chegou aos cinemas brasileiros.

Brasil e Oscar têm uma história longa, que só resultou em prêmio no ano passado. A primeira participação do país foi em 1945, quando “Rio de Janeiro”, melodia de Ary Barroso e letra de Ned Washington, concorreu a Melhor Canção pelo filme americano “Brasil”.

'Orfeu Negro': estatueta para a França

Somente 15 anos mais tarde o país voltou à premiação. “Orfeu Negro”, coprodução Brasil, França e Itália baseada na peça “Orfeu da Conceição” (Vinicius de Moraes), venceu o Oscar de Filme Internacional. Mas o Brasil não, já que o longa de Marcel Camus representava a França.

Atores Léa Garcia e Breno Mello conversam, com olhos nos olhos, em cena do filme Orfeu Negro
A carioca Léa Garcia (1933-2023) e o gaúcho Breno Mello (1931-2008) no filme 'Orfeu Negro', que deu o Oscar de Filme Estrangeiro para a França em 1960. Adaptação de peça de Vinicius de Moraes, a coprodução brasileira, francesa e italiana foi rodada no Brasil, com elenco predominantemente brasileiro Reprodução

Criada em 1957, a categoria teve quatro longas brasileiros concorrendo no passado: “O pagador de promessas” (1963), “O quatrilho” (1996), “O que é isso, companheiro?” (1998) e “Central do Brasil” (1999), que também recebeu indicação de Melhor Atriz para Fernanda Montenegro.

O auge do período pós-retomada foram as quatro indicações para “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e Katia Lund. Preterido pela Academia em 2003 na categoria de Filme Internacional, foi indicado a Melhor Direção, Roteiro Adaptado, Fotografia e Montagem no ano seguinte.

Outro filme dirigido por Meirelles, o internacional “Dois papas” (2019), teve três indicações – duas por atuação e uma por roteiro.

Animação

A animação marcou presença nas últimas décadas. Em 2004, o curta “Aventura perdida de Scrat”, produção americana dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha, foi indicado.

Carlinhos Brown e Sergio Mendes concorreram em 2012 a Melhor Canção Original com “Real in Rio”, do longa “Rio”, também de Saldanha. Um feito foi o longa independente “O menino e o mundo”, de Alê Abreu, nomeado ao Oscar de 2016.

Animação O menino e o mundo tem adulto e criança sentados em sofá, vendo TV, com expressão triste
'O menino e o mundo', dirigido por Alê Abreu, disputou o Oscar de Melhor Longa de Animação em 2016. Perdeu para 'Divertida Mente' Alê Abreu/divulgação

De curtas de ficção, a única indicação brasileira foi “Uma história de futebol”, de Paulo Machline, em 2001.

Já a categoria Documentário teve cinco nomeações, algumas delas de coproduções com outros países: “Raoni” (1979), “El Salvador: Another Vietnam” (1982), “Lixo extraordinário” (2001), “O sal da terra” (2015) e “Democracia em vertigem” (2020).

Há participações passíveis de discussão. Em 1986, a coprodução Brasil/EUA “O beijo da Mulher Aranha”, do argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, recebeu indicações a Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado e Ator (o protagonista William Hurt foi premiado). Com vários brasileiros no elenco, o filme é majoritariamente falado em inglês.

Já em 1993 o Oscar de Melhor Direção de Arte foi para Luciana Arrighi, pelo drama britânico “Retorno a Howards End”. Filha de um diplomata italiano, ela nasceu no Rio de Janeiro, mas deixou o país na primeira infância.

Cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler sorri e olha para cima, com os braços abertos, e segura o Oscar de Melhor Canção Original que ganhou em 2005 com o tema do filme 'Diários de motocicleta'
Em 2005, o cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler levou o Oscar de Melhor Canção Original com o tema do filme 'Diários de motocicleta', dirigido pelo brasileiro Walter Salles Mike Blake/Reuters/27/2/2005

Walter Salles dirigiu “Diários de motocicleta”, que deu o Oscar de Melhor Canção ao uruguaio Jorge Drexler. A coprodução é assinada por sete países, nenhum deles o Brasil.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Já o americano James Ivory venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2018 por “Me chame pelo seu nome”. Rodrigo Teixeira é um dos produtores do drama gay ambientado na Itália que concorreu a outras três categorias, incluindo Melhor Filme.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay