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Concerto pop

Chico Chico vai tocar com a Orquestra Sesiminas nesta quinta-feira (3/4)

Pela primeira vez, canções do filho de Cassia Eller ganharão arranjos sinfônicos. 'A gente está empolgadaço para fazer este show', diz ele

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Chico Chico e Orquestra Sesiminas se unem pela primeira vez, nesta quinta-feira (3/4), em concerto que promete um novo olhar sobre o repertório autoral do cantor e compositor carioca. O programa também inclui releituras de canções de Bob Dylan e Rita Lee, entre outros.

“A gente está empolgadaço para fazer este show. Vai ser bonito”, garante Chico Chico, cujas composições vão estrear arranjos orquestrais. “Não costumo frequentar esses ambientes, mas gosto bastante. Gosto de tudo quanto é música”, diz o compositor, referindo-se ao universo sinfônico.

A regência será de Marco Antônio Drummond, fundador da Orquestra Sesiminas, aposentado desde 2019. Ele substitui o maestro titular Felipe Magalhães, que está de licença médica.

O repertório foi pensado por Chico Chico em conjunto com Pedro Fonseca, seu amigo de infância e produtor. “Vamos tocar músicas de que a gente gosta”, ele diz. A maioria das 18 canções vem álbum “Estopim”, lançado em agosto do ano passado.

Chico Chico vai se apresentar tanto com a orquestra quanto com a própria banda, formada pelo pianista Pedro Fonseca, o baixista João Rafael e o baterista Thiaguinho Silva. Entre as releituras estão “Menino bonito”, de Rita Lee, “Girl from the North Country”, de Bob Dylan, e “Motor”, da banda Maglore, regravada por Gal Costa em 2019.

“Ninguém”, uma das canções de maior sucesso de Chico Chico, parceria com Fran Gil, também está garantida no repertório de hoje.

Chico Chico, de 31 anos, iniciou sua carreira em 2015. Lançou seis álbuns e anuncia o próximo para o segundo semestre. Indicado duas vezes ao Grammy Latino, é frequentemente citado como revelação da nova geração da MPB.

Filho de Cássia

“Não me vejo nem um pouco assim”, diz ele, rindo. “Considero a música que faço como música. Desde que escutem, podem chamar do que quiserem”.

O artista admite ter relação delicada com seu próprio trabalho e evita usar o nome da mãe, Cássia Eller, para se promover. “Tenho um puta privilégio por ser filho de quem sou. Apesar de fazer música independente, vivo em uma realidade paralela que reflete a desigualdade cruel deste país”, comenta.

“Tenho muito orgulho do que faço, mas, por outro lado, tenho consciência de que minha trajetória é fruto de um sistema desigual. Não acho que isso desmereça minha música, mas reconheço que me coloca em uma posição de vantagem. Mesmo sem usar o nome da minha mãe, isso abre portas para mim”, observa.

De volta

Esta noite, o maestro Marco Antônio Drummond volta ao teatro onde se despediu da batuta, seis anos atrás. “Fundei a orquestra em 1986. Foram 33 anos à frente dela e 1.052 concertos. Dos 20 músicos que estão lá hoje, 16 fui eu quem admiti. Me sinto extremamente realizado”, afirma.

“A orquestra sempre teve versatilidade muito grande e, com isso, conquistou público cativo. A música popular tem apelo muito maior do que a erudita. Esses concertos sempre são muito produtivos”, destaca, referindo-se a apresentação com Chico Chico.


CHICO CHICO E ORQUESTRA SESIMINAS

Concerto nesta quinta-feira (3/4), às 20h, no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia), à venda na plataforma Sympla e na bilheteria.

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