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Artes visuais

Coletivo 6+1 apresenta em BH a exposição 'Tradição em movimento'

Ângela Costa, Fátima Miranda, Letícia Pinto, Liliane Coelho, Mônica Batitucci, Regina Moraes e Marcos Esteves se inspiram na riqueza da arte popular

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Criado em 2022, o coletivo 6+1 reúne sete criadores mineiros com o propósito de estudar, debater e explorar diferentes formas de expressão artística. Por meio de encontros virtuais e presenciais, o grupo realiza pesquisas e experimentações que podem ser conferidas na exposição “Tradição em movimento”, em cartaz até 11 de maio no Centro de Arte Popular (CAP), no Circuito Liberdade.

Ângela Costa, Fátima Miranda, Letícia Pinto, Liliane Coelho, Mônica Batitucci, Regina Moraes e Marcos Esteves formam o coletivo. A ideia inicial não era realizar exposições, mas, diante da quantidade e qualidade dos trabalhos produzidos, elas se tornaram inevitáveis, diz Esteves.

“A intenção era realmente estudar arte, mas acabamos chegando às exposições, pois acumulamos muitos estudos”, ele conta.

Detalhe de obra da exposição 'Tradição em movimento', em BH, mostra rosto desenhado na cor azul sobre fundo da cor laranja
Detalhe de obra da mostra 'Tradição em movimento', baseada em pesquisas sobre a inventividade da arte popular brasileira Angelina Farias/divulgação

Com artistas de diferentes áreas de Belo Horizonte e da região metropolitana, a maioria dos encontros ocorre virtualmente. Durante um ano, o coletivo se dedicou ao estudo da arte popular, processo que culminou na exposição no CAP.

Com obras que exploram a relação entre tradição e contemporaneidade, a mostra também comemora os 13 anos do espaço, que funciona na Rua Gonçalves Dias, em Lourdes.

Dona Izabel

Curador da mostra, Marcos Esteves atua há mais de 40 anos no mercado de arte. De acordo com ele, durante a produção de “Tradição em movimento”, cada autor se aprofundou em um tema. Alguns exploraram o trabalho de Ulisses Pereira Chaves e de Dona Izabel, escultores do Vale do Jequitinhonha, enquanto outros abordaram aspectos mais amplos, como o ofício das tecelãs.

“Dentro das artes populares, existem várias vertentes. Acabou sendo um processo muito rico, pois cada um escolheu e estudou o tema de interesse”, explica Esteves.

O público pode conferir trabalhos que transitam entre diferentes linguagens e técnicas, como bordado, costura, cerâmica e pintura (em tecido e tela).

Os integrantes do coletivo 6+1 têm trajetórias diversificadas. Letícia Pinto e Mônica Batitucci são arquitetas. Ângela Costa é especializada em gravura em metal, Fátima Miranda é professora de arte. Artista têxtil, Liliane Coelho é formada em publicidade, enquanto Regina Moraes se graduou em comunicação visual.

“Cada um contribui com sua profissão e experiência, enriquecendo o grupo com diferentes perspectivas. Isso permite enxergar aspectos que os outros muitas vezes não percebem”, afirma o curador.

Em Ouro Preto

O coletivo 6+1 também expõe atualmente em Ouro Preto. Intitulada “Guignard entre paixões”, a mostra está em cartaz no Museu Casa Guignard desde 21 de fevereiro.

Em seu próximo trabalho, o grupo pretende deixar de lado questões sobre raízes e territórios para explorar abordagens mais contemporâneas da produção artística.


“TRADIÇÃO EM MOVIMENTO”

Mostra do Coletivo 6+1. Até 11 de maio, no Centro de Arte Popular (Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes). Visitação de terça a sexta-feira, das 12h às 18h30; sábado, domingo e feriados, das 11h às 17h. Entrada franca.

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