Crescem chances de eleições serem definidas no 1º turno
Para onde vão os indecisos, se entrarão ou não na campanha, é o desafio e esforço finais dos marqueteiros e candidatos. Uns para passarem à etapa final; outros para liquidar a fatura já.
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Os rumos das eleições presidenciais e estaduais podem ser definidos por um pequeno índice de indecisos, de 4% a 5%. Dependendo da manifestação deles, para um lado ou outro, a disputa poderia acabar ainda no primeiro turno. De acordo com o instituto mineiro Quaest, cerca de 80% do eleitorado estariam indecisos na sondagem espontânea. Ou seja, dos 20% que se manifestam aqui em Minas, o candidato do Republicanos, Cleitinho Azevedo, lidera a disputa desde o ano passado na base do recall (a lembrança que o eleitor tem dele).
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No plano nacional, a polarização política deixa o candidato à reeleição, presidente Lula (PT), em situação de empate técnico com o rival, o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro. Para desespero dos pesquisadores, não é possível cravar quem estará à frente e quem vencerá, se será no 1º turno ou não. As chances são múltiplas e possíveis.
No estado tido como fiel da balança, a eleição presidencial está tecnicamente empatada no eleitorado mineiro, segundo divulgou a Quaest nessa quarta (23). Existem 20% de indecisos (soma de brancos, nulos e outros) em cenário estimulado para eventual 2º turno (BR-07664/2026). Na dúvida, os dois pretendem encerrar suas campanhas de rua em Minas.
Na disputa mineira, Cleitinho e Patrus Ananias (PT) cresceram cinco pontos e se distanciaram dos demais e podem brigar no segundo turno (MG-03276/2026).
Para onde vão os indecisos, se entrarão ou não na campanha, é o desafio e esforço finais dos marqueteiros e candidatos. Uns para passarem à etapa final; outros para liquidar a fatura já. A verdadeira pesquisa emergirá, soberanamente, das urnas eletrônicas no próximo dia 4.
Encontro de acadêmicos
Não foi evento de campanha, mas tudo tem repercussão. O candidato a governador e membro da Academia Mineira de Letras, Patrus Ananias, visitou, nessa quarta (23) o amigo e colega dom Walmor de Oliveira. Estava acompanhado de um terceiro acadêmico, o jornalista Rogério Tavares. As conversas amistosas abordaram de futebol, economia à cultura. De política, somente a perplexidade ante a conjuntura internacional. Baiano com 24 anos de mineiridade, o arcebispo driblou temas polêmicos até mesmo o da polarização futebolística. Manteve-se neutro: nem Atlético, nem Cruzeiro. Atleticano, como candidato, Patrus ficou em cima do muro e disse que torce por Minas.
TJMG beneficia PCDs
No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21/09), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) regulamentou o acréscimo de 50% no auxílio-saúde para PCDs. A portaria alcança os servidores com deficiência ou doença grave e para aqueles que tenham dependentes nessas condições. Instituído em 2018, o auxílio não teve valores adequados para aqueles que demandam mais cuidados com a saúde. O acréscimo foi resultado de reivindicação de uma década do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância de Minas (Sinjus/MG). “Agora, vamos acompanhar de perto a efetivação do benefício”, adiantou o coordenador-geral do sindicato, Felipe Rodrigues, desconfiado do que chamou de “atrasômetro” no tribunal.
Exclusão da deficiência
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Ao falar da exclusão das pessoas com deficiência, o coordenador geral de Tecnologias Assistivas do Ministério de Ciência e Tecnologia, Milton Carvalho, definiu o que é o capacitismo. “Até pouco tempo atrás, não havia uma denominação, assim como tem o racismo para o preconceito racial. O capacitismo pode se manifestar de diversas formas, entre elas, a piedade e as barreiras atitudinais. Essas são comportamentos, preconceitos e estereótipos que limitam a inclusão e a acessibilidade de pessoas com deficiência”, ensinou ele, em palestra no evento ‘Mostra de Tecnologias Assistivas e Soluções de Acessibilidade’, do Sinjus, na sede do TJMG. A feira exibiu soluções para reduzir as barreiras do cotidiano a pessoas com deficiência.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.