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Orion Teixeira
Além do fato

Com Gleisi fora, Lula abre mudanças no PT rumo a 2026

De olho nas eleições do ano que vem, Lula quer mudanças rápidas no partido, especialmente quando vê sua popularidade despencar

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A posse da deputada federal Gleisi Hoffmann, na próxima segunda (10), na Secretaria de Relações Institucionais, antecipa mudanças no PT do qual ela é a presidente. De olho nas eleições do ano que vem, Lula quer mudanças rápidas no partido, especialmente quando vê sua popularidade despencar.

 

 

A primeira mudança virá com a saída de Gleisi do comando partidário, permitindo a entrada em cena do futuro presidente da legenda, Edinho Silva, escolhido por Lula para sucedê-la. A eleição e posse de Edinho irão acontecer em julho deste ano.

 



Até lá, o partido será comandado oficialmente por um dos vice-presidentes para ocupar um mandato-tampão durante quatro meses. Sem a presença forte da titular, o caminho ficará aberto para Edinho, que, certamente, não terá oposição à sua candidatura e eleição. Mais do que isso, sua força e influência virão do próprio Lula, que o quer no cargo, dando-lhe todas as condições para adotar mudanças que o presidente julga urgentes.

 



Com isso, informalmente, Edinho terá bala na agulha para promover, desde já, mudanças pontuais e falar pelo partido, especialmente junto a possíveis aliados. De estilo mais radical e vista como agressiva, Gleisi traria dificuldades na articulação de uma frente ainda mais ampla junto ao centro político para reeleger Lula em 2026.



Lula quer montar um time de aliados confiáveis para começar a virar o jogo político e montar as bases de sua candidatura de reeleição na busca do quarto mandato. Com relação à sua atuação como ministra na articulação política, Gleisi terá menos independência do que como presidente do PT.

 



Junto com Edinho, alguns petistas mineiros irão ganhar influência nos rumos do partido em Minas. Entre eles, as prefeitas de Contagem, Marília Campos, e de Juiz de Fora, Margarida Salomão, além dos deputados Cristiano Silveira (estadual) e Reginaldo Lopes (federal). Quem sairá perdendo é a atual tesoureira do PT, a mineira Gleidi Andrade, que, em sua gestão, conquistou muitos desafetos. Para ter uma ideia, ela priorizou candidaturas a prefeito nas últimas eleições, com maior fundo eleitoral, em detrimento de outras.



Controvérsia na base de Zema



Alguns deputados governistas têm manifestado queixas contra as primeiras investidas do novo articulador político do governo Zema. Segundo a crítica, o secretário Marcelo Aro (PP) estaria colocando no mesmo pacote dos projetos do governo o apoio às eleições do ano que vem. O alvo seriam as candidaturas a governador do atual vice, Mateus Simões (Novo), e a do próprio Aro ao Senado.

 

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Na avaliação desses parlamentares, a vinculação seria um erro político que poderá trazer dificuldades na relação entre base e governo. O secretário refutou a crítica e a classificou como absurda. “Isso não tem lógica. Ninguém subestima minha inteligência. Podem me imputar outras acusações, menos ser burro!”, disse Marcelo Aro, contestando a informação. “Jamais condicionaria apoio a eleição para alguém ser base. Posso condicionar várias outras coisas visando a eleição, mas não apoio para governar”.





As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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