Cedro obtém licença ambiental para o Porto do Meio, em Itaguaí
Licença para terminal em Itaguaí, possível fechamento de operações de níquel em Goiás e destaque da RHI Magnesita no ranking de melhores empregadores estão entre os destaques do setor
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A Cedro Participações obteve nessa terça-feira, 13, a Licença Ambiental Integrada para construir o Porto do Meio, terminal de minério de ferro no Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. A licença foi concedida pelo Inea, o Instituto Estadual do Ambiente fluminense. Com ela, a companhia inicia a contratação das obras, previstas para durar três anos.
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Segundo a empresa, o investimento estimado é de R$ 4 bilhões, com capacidade para movimentar 15 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 24 milhões em uma segunda fase. A Cedro venceu o leilão federal da área, conhecida como ITG02, em dezembro de 2024, e assinou o contrato de arrendamento de 35 anos em fevereiro de 2025. O licenciamento incluiu EIA/Rima e audiência pública em Itaguaí, em janeiro deste ano.
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O nome vem da localização, entre os terminais da Vale e da CSN. A área, de cerca de 350 mil metros quadrados, está vazia, e berço, pátio e acesso ferroviário serão construídos do zero. O terminal será ligado à malha da MRS Logística, que conecta o Quadrilátero Ferrífero ao litoral fluminense. A companhia estima 3 mil empregos diretos e indiretos no pico das obras e 256 vagas diretas na operação.
Dimensionado para a produção da Cedro, o terminal também atenderá outras mineradoras. De acordo com a companhia, empresas de médio porte que hoje dependem de terminais de grandes grupos ou de tradings poderão reduzir intermediários e negociar contratos de longo prazo com compradores internacionais. "Temos metas de produzir mais minério, e o terminal é vital para o nosso plano de crescimento até o início da próxima década", afirma José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações.
Anglo American ameaça fechar níquel de Goiás se UE barrar venda à MMG
A Anglo American advertiu que suas operações de ferroníquel de Barro Alto e da Codemin, em Niquelândia, em Goiás, podem entrar em regime de manutenção e conservação, com possível fechamento posterior, caso a Comissão Europeia bloqueie a venda dos ativos à MMG, segundo a Revista Mineração. O negócio, anunciado em fevereiro de 2025, vale até US$ 500 milhões, sendo US$ 350 milhões de pagamento inicial, até US$ 100 milhões ligados ao preço do níquel e US$ 50 milhões vinculados a decisões sobre os projetos Jacaré, no Pará, e Morro Sem Boné, em Mato Grosso. A mineradora afirma que a MMG foi a única compradora viável identificada em mais de dois anos de busca.
A compradora é a MMG Singapore Resources, subsidiária da MMG Limited, controlada pela estatal chinesa China Minmetals. De acordo com a publicação, a Comissão Europeia abriu investigação aprofundada em novembro de 2025 para avaliar se a mudança de controle poderia desviar para outros mercados, sobretudo a China, o ferroníquel que abastece os fabricantes europeus de aço inoxidável. A Comissão tem até 30 de novembro de 2026 para concluir a investigação, segundo a Reuters, citada pela revista.
A MMG criticou a investigação e afirmou que a Comissão usou duas citações parciais e enganosas entre mais de 200 mil documentos, conforme declaração de Troy Hey reproduzida pela Revista Mineração. A empresa diz que a operação não comprometeria o abastecimento europeu e se declara aberta a negociar compromissos ou medidas corretivas. Segundo a MMG, as tradings Glencore e Trafigura manifestaram confiança na capacidade da compradora de manter o fornecimento. Barro Alto e Niquelândia produziram juntas 39,4 mil toneladas de níquel em 2024. Fonte: Revista Mineração
RHI Magnesita entre as melhores empresas para trabalhar no Brasil
A RHI Magnesita está entre as 30 empresas mais bem colocadas no ranking Melhores Empregadores do Brasil 2026, realizado pela revista TIME em parceria com a Statista. A companhia alcançou a 30ª posição geral, com 91,85 pontos, e ficou em terceiro lugar na categoria “Produtos químicos, matérias-primas e mineração”. O levantamento avaliou mais de 4 mil empresas e reconheceu 500 empregadores, a partir de pesquisa independente com mais de 10 mil profissionais e mais de 900 mil avaliações.
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"A lei que institui a política nacional de minerais críticos e estratégicos é um "avanço e seu processo de regulamentação, uma oportunidade para o estabelecimento de um marco legal moderno e flexível"
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