Marcílio de Moraes
Marcílio De Moraes
Jornalista formado pela PUC Minas em 1988, com passagem pelos jornais Diário do Comércio e O Tempo. Trabalhou em coberturas de leilões de privatização e em feiras internacionais
NEGÓCIOS EM MINAS

Usina solar marca a entrada de gigante norueguesa em Minas

Com a Rio Urucuia, a terceira usina solar da empresa no país, a Scatec chega a uma geração de 835 MW no Brasil.

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A gigante norueguesa Scatec ASA, uma das principais fornecedoras mundiais de soluções em energia renovável, colocou em operação sua primeira usina fotovoltaica em Minas Gerais, a Rio Urucuia, que recebeu investimentos da ordem de R$ 500 milhões e tem capacidade para 142 megawatts (MW). Com a Rio Urucuia, a terceira usina solar da empresa no país, a Scatec chega a uma geração de 835 MW no Brasil. As outras usinas estão no Rio Grande do Norte e no Ceará. Segundo Aleksander Skaare, country manager (principal executivo) da Scatec no Brasil, as obras da usina foram executadas em 18 meses, com o número de empregados chegando a 750 trabalhadores. “Desse total, de 30% a 31% eram de mão de obra local, porque essa é política muito forte dentro da Scatec, detalha Aleksander. Na operação da usina, em Pintópolis, no Norte de Minas, são entre 15 e 20 trabalhadores. Com um contrato de compra e venda de energia de 10 anos com a Statkraft cobrindo 75% da geração esperada e o restante sendo comercializado no mercado de curto prazo, a Scatec não vê no “curtailment” (desligamento forçado ou redução compulsória de usinas solares) um inibidor de investimentos. “A Scatec faz investimentos de longo prazo e considera um percentual de 'curtailment', mas espera que isso melhore com o tempo e Minas sempre vai ter potencial, porque tem um setor muito forte em energias renováveis”, afirma Aleksander Skaare. A expectativa é que a Rio Urucuia produza aproximadamente 321 GWh de eletricidade limpa por ano, o equivalente a uma redução estimada de 21.000 toneladas de CO2 por ano. No mundo, a Scatec opera 6,4 GW de capacidade de geração e 2 Gwh de capacidade de armazenamento.

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Desacelerando

A indústria mineira desacelerou em maio. A produção industrial de Minas Gerais diminuiu 1,7% em maio de 2026, em relação ao mês anterior na série com ajuste sazonal, após crescimento registrado em abril (2,1%), segundo dados do IBGE. O resultado do estado se destaca como a segunda influência negativa no indicador geral, sendo essa a taxa mais intensa para o estadodesde dezembro de 2025, quando atingiu queda de 5,4%. Já a produção nacional teve redução de 0,2% em maio, também segundo o IBGE. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) também identificou uma queda de quase 2% na produção industrial em maior, com o desempenho entre janeiro e maio, um crescimento de 1,2% representando perda de ritmo. “Apesar da desaceleração, o resultado acumulado permaneceu positivo, sustentado pelo avanço de 2% da indústria extrativa e pelo crescimento de aproximadamente 1% da indústria de transformação”, diz a Fiemg em nota.

Varejo

Com datas como o Dia das Crianças e o Natal, o segundo semestre traz a promessa de vendas melhores para o comércio varejista de Minas. Pesquisa realizada pela Fecomércio MG revela que 70,2% dos empresários acreditam que as vendas dos próximos meses serão superiores às registradas no primeiro semestre, refletindo um ambiente de confiança sustentado pelas datas comemorativas e por estratégias comerciais voltadas à atração e fidelização dos consumidores. A pesquisa, realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG com 416 empresas de todas as regiões do estado, mostra que o segundo semestre continua sendo visto como o período mais promissor para o varejo. Para transformar essa expectativa em resultados concretos, os empresários já desenham suas estratégias: 45,1% pretendem reforçar investimentos em divulgação e propaganda, 26,3% apostam em promoções e 24,9% pretendem ampliar o atendimento diferenciado aos clientes.


Estruturado

A butique especializada em crédito estruturado IOX está ampliando sua presença no mercado mineiro de olho no potencial das micro e pequenas empresas (PMEs). Especializada em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC). “A chegada da IOX acompanha uma transformação no perfil do financiamento empresarial brasileiro. Diante de um ambiente de juros elevados e maior rigor dos bancos na concessão de empréstimos, muitas empresas passaram a buscar alternativas mais flexíveis para obtenção de capital de giro e financiamento de projetos de crescimento”, diz Vicente Guimarães, diretor de RI da IOX. Segundo a IOX, como os FIDCs normalmente atendem empresas com faturamento maior e operações acima do tíquete bancário, uma projeção para o mercado mineiro pode superar R$ 30 bilhões anuais, considerando um universo de 350 mil a 450 mil PMEs em Minas e 20% delas demandando crédito estruturado.


Saúde dos pets

Com investimentos de R$ 10 milhões e uma área de 1.000 metros quadrados, a +Pet inaugura na quarta-feira o primeiro hospital veterinário de Belo Horizonte, com capacidade para atender mais de 200 pacientes por dia e conta com laboratório próprio, UTI 24 horas. Centros cirúrgicos e equipamentos para exames de alta complexidade. A estrutura, no Bairro de Lourdes, reúne mais de dez consultórios e ambulatórios e mais de dois centros cirúrgicos. A equipe inicial será formada por cerca de 50 profissionais, com previsão de chegar a 100 conforme o avanço da operação. “Minas Gerais era um mercado muito aguardado pelos nossos clientes. Começamos pela capital por sua relevância econômica e densidade populacional, mas esse é apenas o primeiro passo. A partir do crescimento da base de clientes, nossa previsão é ampliar a operação para facilitar o acesso da população da capital e de toda a região metropolitana”, afirma João Marcos Rios, diretor de Expansão da +Pet.

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“O impacto seria direto e muito alto. Muitas empresas não teriam como produzir, porque o mercado ficaria limitado ao nacional e a outros destinos que não têm a mesma dimensão”


Fausto Varela
Presidente do Sindifer, sobre o
impacto das tarifas dos EUA
para o setor de ferro-gusa

18 milhões

de veículos foram produzidos nos 50 anos de atividade da unidade da Stellantis em Betim. Do total, 4 milhões foram exportados para mais de 40 países em cinco décadas 

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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