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Marcílio de Moraes
Marcílio De Moraes
Jornalista formado pela PUC Minas em 1988, com passagem pelos jornais Diário do Comércio e O Tempo. Trabalhou em coberturas de leilões de privatização e em feiras internacionais
BRASIL EM FOCO

Brasileiros estão mais otimistas com a vida pessoal em 2025

Para 75% dos brasileiros a vida pessoal e a familiar vão melhorar em 2025, com um salto de 13 pontos em relação ao levantamento de outubro

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Mesmo com o mercado financeiro prevendo uma desaceleração da economia em 2025 em função da elevação da taxa de juros, que deve subir mais dois pontos percentuais e chegar aos 14,75% ao ano – a maior desde março de 2016 (14,25%) –, os brasileiros estão otimista com o próximo ano. Pesquisa divulgada ontem pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) mostra que para 75% dos brasileiros a vida pessoal e a familiar vão melhorar em 2025, com um salto de 13 pontos em relação ao levantamento de outubro e praticamente igualando o percentual de dezembro do ano passado.

 


De acordo com o Radar Febraban, elaborado em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), Entre os 80% dos brasileiros que avaliaram que a vida a sua vida pessoal ou familiar melhorou em 2024 (46%) ou ficou igual (34%). Esse contingente dos que percebem melhora no ano havia atingido o menor percentual em julho, quando a percepção de melhora era de 39%.A pesquisa foi feita com 2 mil pessoas nas cinco regiões do país, entre os dias 5 e 9 de dezembro.

 


Embora estejam mais otimistas, há uma certa cautela em relação aos rumos do país, segundo o levantamento. Para 68% dos entrevistados o Brasil vai melhorar no próximo ano (49%) ou ficará como está (19%). Nesse quesito, o pessimismo cresceu com o percentual dos que avaliam que o país vai piorar, oscilando de 23% em outubro para 28% em dezembro.

 

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“Os sentimentos para 2024 e as perspectivas para 2025 carregam sentimentos de otimismo e cautela, que refletem o que ocorreu ao longo de todo ano. De um lado, o período que se encerra teve um viés positivo para as pessoas e as famílias, com a alta do emprego, mas também foi influenciado negativamente pela seca, queimadas e pelo noticiário de alta da Selic, dos juros e da inflação”, avalia o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe.

 

Movimento

Indicadores divulgados nesta semana mostram um fim de ano com a economia aquecida. As vendas do comércio tiveram alta de 12,3% entre 16 e 24 de dezembro na comparação com o mesmo período de 2023, segundo dados do Itaú Unibanco. “Entre os setores que tiveram destaque no período estão restaurantes e bares, com alta de 26,2% nas vendas; turismo, com aumento de 16%; hoteis, com 16%, e comércio atacadista de alimentos e bebidas, com 8%”, diz o Itaú Unibanco em nota. Os números consideram as compras via adquirência (Débito e Crédito), Pix QR Code e Bolecode, realizadas tanto no e-commerce quanto presencialmente, nas maquininhas da Rede.

 

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Outro levantamento mostra que o desempenho do comércio está sustentando o faturamento das pequenas e médias empresas. De acordo com o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs, em novembro, o faturamento dessas empresas teve variação de 0,2%, acumulando no ano de 2024 um crescimento de 5,3%. O índice reúne empresas com faturamento de até R$ 50 milhões anuais, divididas em 701 atividades econômicas de quatro setores: comércio, indústria, infraestrutura e serviços. De acordo com o índice, o comércio cresceu 12,3% em novembro, no atacado e no varejo, motivado pela Black Friday.

 

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Apesar do otimismo, o economista Felipe Beraldi, gerente de indicadores e estudos econômicos da Omie, revela que é preciso ter cautela neste momento. “É cedo para antever uma mudança de rota, mas o resultado acumulado até o momento no quarto trimestre mostra uma perda de fôlego relevante frente ao observado no trimestre anterior”, diz o economista. Até agora, o crescimento acumulado no quarto trimestre é de 3%, contra uma expansão de 8,6% no terceiro trimestre.

 

Arroz

R$ 162,2 milhões

É o valor que a Conab destinará para quitar os 3.396 contratos fechados em três leilões para a compra de 91,7 mil toneladas do grão

 

Fusões e aquisições

Dados preliminares mostram que o mercado de fusões e aquisições ficou estável este ano em relação a 2023. Segundo levantamento do portal Fusões & Aquisições, o ano deve fechar com um número próximo a 1.499 operações. Até setembro foram 1.096 fusões e aquisições, volume 0,5% menor do que nos nove primeiros meses de 2023. Por outro lado, houve aumento de 21,6% nos valores transacionados no período, chegando a R$ 275,4 bilhões.


De ônibus

Uma pesquisa feita pela FlixBus, empresa de tecnologia em transporte rodoviário, com mais de 1.600 participantes mostrou que 41% das viagens rodoviárias no país são feitas para visitar familiares e amigos, com 72% delas sendo motivadas por ocasiões especiais, como casamentos, aniversários e festas de fim de ano, 55% por reencontros e pequenos eventos; 20% devido a atividades em grupo e 4% para relacionamentos a distância.

 

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