Katiuscia Silva
Katiuscia Silva
Mestra em Sexologia pela Universidade ISEP - Madrid. Especialista em Comportamento. Analista Corporal. Mentora. Palestrante. Treinamentos para Empresas
RELACIONAMENTO

Uma mulher sozinha pode ir longe. Juntas, transformamos o mundo

Quando a troca é verdadeira e o apoio acontece sem julgamento, nasce pertencimento

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Empreender costuma ser associado à coragem e à realização. Mas, para muitas mulheres, essa trajetória também carrega uma solidão silenciosa. Há decisões difíceis tomadas sem apoio e inseguranças que crescem quando não existe com quem compartilhá-las.

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Durante muito tempo, muitas mulheres foram levadas a acreditar que precisavam competir entre si. Como se houvesse espaço para poucas. Como se o avanço de uma significasse a perda da outra. Essa lógica alimentou uma cultura de comparação que ainda atravessa muitas trajetórias femininas, especialmente no empreendedorismo.


Mas algo muda quando mulheres se encontram em ambientes de confiança. Quando a troca é verdadeira e o apoio acontece sem julgamento, nasce pertencimento. E, com ele, vem também a coragem de seguir sem o peso de ter que dar conta de tudo sozinha.


Foi observando de perto essa realidade que a empreendedora Ana Paula Lessa entendeu que a solidão no empreendedorismo feminino não era exceção. Em conversas, encontros e trocas, percebeu que muitas mulheres carregavam as mesmas dúvidas, os mesmos medos e a mesma sensação de estar construindo algo importante sem ter com quem dividir o caminho.


Ana percebeu que muitas mulheres precisavam além de informação ou visibilidade, elas precisavam de um espaço seguro para trocar experiências e construir relações sem a pressão da comparação. Foi assim que surgiu a vontade de criar uma comunidade em que mulheres pudessem se encontrar não para disputar espaço, mas para colaborar, aprender e crescer juntas.


Essa visão ganhou ainda mais força quando Ana Paula encontrou em outra empreendedora, Luciana Castro, uma parceira com o mesmo propósito. A união entre Ana Paula e Luciana deu origem a uma proposta que vai além do networking. Desde o início, as duas entenderam que não bastava reunir mulheres em um auditório. Era preciso criar confiança. Era preciso fazer com que cada uma se sentisse vista, acolhida e legitimada em sua própria trajetória.


É isso que torna os encontros que promovem tão singulares. Elas fazem questão de receber pessoalmente cada mulher que chega. E esse gesto muda a atmosfera do encontro. Em vez de um ambiente voltado apenas à autopromoção, constrói-se um espaço onde a escuta vem antes de vitrine.


O que Ana Paula e Luciana perceberam na prática também encontra respaldo na ciência.


Uma revisão publicada na revista Philosophical Transactions of the Royal Society B, conduzida pelas pesquisadoras Alisa Bedrov e Shelly L. Gable, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, reuniu evidências de que os laços sociais entre mulheres podem gerar benefícios importantes para a saúde emocional, psicológica e relacional. Em outras palavras, redes de apoio feminino podem funcionar como estruturas reais de fortalecimento humano.


Esse dado ajuda a explicar por que iniciativas como a delas têm um impacto que vai além do ambiente profissional. Quando uma mulher encontra um espaço onde é ouvida sem julgamento, onde outras mulheres compartilham experiências semelhantes e onde a comparação cede lugar à escuta, algo muda dentro dela. A insegurança diminui e o medo de errar perde força. A mulher que antes acreditava que precisava enfrentar tudo sozinha começa a perceber que também pode crescer acompanhada.


É por isso que a frase de Luciana traduz tão bem o sentido dessa experiência: “Mulheres unidas não competem, constroem”. Quando isso acontece, o ambiente se transforma. Em vez de disputa, nasce coragem. E, quando uma mulher encontra acolhimento em vez de comparação, reaprende a acreditar em si.


No fundo, é isso que torna o trabalho de Ana Paula e Luciana tão relevante. Elas não estão apenas promovendo encontros. Estão mostrando, na prática, que o sucesso é inevitável quando caminhamos na mesma direção.

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Uma mulher sozinha pode ir longe. Juntas, transformamos o mundo.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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