
Filmes brasileiros brilham em festivais e lutam contra o etarismo
Observar a temática 50+ do cinema presente na imprensa tradicional e nas mídias sociais é muito bem-vindo. Essas publicações ajudam na luta contra o etarismo
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O ano começou com a temática 50+ em pauta, o que não é habitual. Ter este burburinho etário, presente na imprensa tradicional e nas mídias sociais, devido ao cinema é muito bem-vindo. Essas publicações ajudam no engajamento contra o etarismo – este preconceito infame contra a idade.
Abaixo, alguns destaques:
As estrelas 50+ estão brilhando nas telas e nos prêmios do cinema em 2025, marcando um avanço contra o etarismo. O elenco de indicadas a Melhor Atriz em Drama do Globo de Ouro – Nicole Kidman (57), Angelina Jolie (49), Kate Winslet (49), Tilda Swinton (64), Pamela Anderson (57) e Fernanda Torres (59) – não apenas chamou a atenção, como repercutiu fortemente, reafirmando o protagonismo de atrizes na casa dos 50 anos nas narrativas cinematográficas. Apesar do Oscar contar com seu time 50, não trouxe tantas atrizes dessa faixa etária como no Globo de Ouro. Nicole Kidman (57), Karla Sofía (52) e Fernanda Torres (59) são as indicadas ao maior prêmio do cinema.
As cenas da Fernanda Montenegro interpretando Eunice com Alzheimer são muito impactantes. “Imaginar que aquela pessoa tão cheia de mundos está vazia é realmente um choque” comentou Fernanda Torres em uma de suas entrevistas. A população brasileira está envelhecendo muito depressa, obras que abordam o impacto da demência, especialmente da doença de Alzheimer, são essenciais para se avançar no debate sobre a importância dos cuidados e do respeito aos idosos.
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Com Rodrigo Santoro (49), O filme brasileiro "O Último Azul" conquistou o Urso de Prata, a segunda maior láurea do Festival de Cinema de Berlim, a Berlinale. O filme cria um futuro distópico, mas muito realista para falar do envelhecer. A protagonista, Teresa, vivida por Weinberg (68), que aos 77 anos é obrigada pelo governo a ir para uma colônia para idosos. A ordem do governo é despachar idosos a partir dos 75 anos para o Amazonas. A ideia é que velhos não atrapalhem os filhos, que podem trabalhar mais e alavancar a economia do país.”O Último Azul” é um filme sobre o desejo e a possibilidade de sonhar e que nunca é tarde para isso”, resumiu o diretor Gabriel Mascaro sobre a sua obra.
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Filmes que abordam a perda de autonomia, o esquecimento e o apagamento gradual da identidade são necessários para desencadear um processo de reeducação social. São com pequenas conquistas que nós - a sociedade- conseguiremos mudar mentalidades e derrubar os preconceitos, que são muitos.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.