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Não sou argentino, torço contra eles, pois eles torcem contra nós, porém não sou imbecil a ponto de não reconhecer em Messi um dos grandes gênios que o futebol já produziu. Me arrisco a dizer que ele é o maior jogador da história daquele país, um dos maiores do mundo. Fez três finais de Copa do Mundo, levantando a taça uma vez, ganhou três Champions League (2009/2011/2015) jogando e sendo protagonista, já que na de 2006 era reserva de Ronaldinho Gaúcho, e nos encantou com jogadas, dribles, passes e gols geniais. Messi me lembra Zico, outro gênio que vi jogar e acompanhei sua carreira toda. Pelé, Zico, Messi, Zidane, Maradona e Cristiano Ronaldo, exatamente nessa ordem, são os seis melhores de todos os tempos. Talvez eu incluísse Ronaldo Fenômeno, Romário e Ronaldinho Gaúcho, então seria uma lista de nove melhores de todos os tempos.
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Assisti, com emoção, à despedida de Messi, da Seleção Argentina, na terça-feira. Sim, me emocionei bastante, pois saber que ele estará longe das cores de seu país tornará a Argentina mais fraca. Os jogadores e o povo argentino amam Messi mais que tudo. O Monumental de Núñez estava lotado, com mais de 82 mil pagantes, que viram o último gol, os últimos passes, dribles e a magia que só Messi é capaz de produzir. Ele não se aposentou dos gramados, pois joga aqui no Inter Miami, mas da sua seleção, sim, é um adeus definitivo. Sua mulher e os três filhos também choraram de emoção, como alguns de seus companheiros. Aliás, uma ressalva: esses jogadores resolveram jogar para Messi em 2022 e 2026, e o resultado foi a Argentina na final, consecutivamente. O 3 a 3 com a França, no Lusail Stadium, no Catar, foi o maior jogo que já assisti, in loco, na minha vida. A Argentina acabou campeã nas penalidades, e Messi e Mbappé brilharam.
O futebol de seleções ficará mais pobre sem Messi. Aquela corrida com a bola colada no pé canhoto, sem ninguém conseguir tomar, aquela cobrança de falta genial na gaveta, aquele passe, aquele drible, aquele gol. Messi é pura magia e é dessa forma que sempre nos lembraremos dele. Um ET! Não vi Di Stefano jogar, mas também sei que foi um dos maiores jogadores da Argentina. Os mais velhos dirão que foi maior que Maradona e Messi. Os fãs de Maradona dirão que ele é imbatível, mas, no mundo moderno, com a internet e os jogos na sua casa, não é difícil apontar Messi como o maior de todos os tempos. Para os argentinos, Messi é mais que Pelé. E eu não discordo da nova geração pensar assim.
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Claro que para nós, brasileiros, e para boa parte da minha geração, Pelé foi o maior de todos os tempos. Porém, como explicar para um jovem que Pelé é incomparável, diante de tudo o que Messi fez e faz? Só sei que não veremos mais a Argentina com o seu camisa 10 mais famoso do mundo, e isso nos dá tristeza. Para quem é amante do futebol dos gênios, isso é a morte. Vi Messi in loco, várias vezes, mas cinco finais eu guardo no coração. Roma, 2009, campeão da Champions em cima do United; Londres, 2011, novamente campeão em cima do United; 2014, na final da Copa do Mundo no Maracanã, quando foi vice-campeão. Berlim, 2015, campeão da Champions em cima da Juventus. E 2022, campeão do mundo, no Catar, em cima da França. Para mim, esses jogos são inesquecíveis e ficarão para sempre na minha memória e no coração. Como disseram os argentinos na terça-feira: “Gracias por todo Messi”.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.