Jaeci Carvalho
Jaeci Carvalho
Coluna do Jaeci

Mil bets clandestinas já estão atuando no Brasil

O que está acontecendo e vai continuar é que as bets ilegais vão tomar o espaço das legais, como acontecia antes da legalização

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A medida provisória editada pelo atual presidente, o ex-presidiário, é um “tiro no pé”. Somente ontem, mais de mil bets clandestinas e ilegais entraram no país e os viciados continuam a jogar. O que o governo fez, como medida eleitoreira, foi abrir espaço para a clandestinidade, pois quem é viciado em jogo, vai procurar esses sites piratas, a maioria chineses, que nem o prêmio pagam.

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As bets legalizadas, pagaram mais de R$ 10 bilhões em impostos, ano passado, que deveriam ser usados na saúde, educação, segurança, mas que a gente sabe que o dinheiro acaba indo para o bolso de algum político corrupto. Já vimos políticos com dinheiro na cueca, com malas de R$ 50 milhões em apartamentos e eles estão aí, livres, leves e soltos. O Brasil é mesmo o país da impunidade.


Acho curioso que temos mais de uma dezena de jogos no Brasil, como Loteria Federal, Megasena, Lotofácil, Lotomania e o governo não acabou com elas. Aliás, quando alguém ganha é muito estranho, pois normalmente é de uma cidadezinha desconhecida. É estranho e o brasileiro já suspeita de falcatrua no sorteio. Será que esses jogos, que existem há tanto tempo no Brasil, não viciam o apostador?


E os clubes que já fizeram investimento em cima dos contratos que têm com as bets legalizadas, como ficam? O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, deu uma bela entrevista abordando o tema.


E alguns que estão comemorando, dizendo que o Flamengo vai se ferrar sem essa receita, olhem para seu rabo. Todos os grandes clubes dependem das bets para viver, pois estampam as marcas que são patrocinadoras masters. Se o Flamengo que fatura R$ 2,1 bilhões por ano, e tem R$ 250 milhões de patrocínio da bet, está reclamando da situação, imaginem quem ganha R$ 50 milhões ou R$ 60 milhões por ano? Quando um clube faz seu orçamento para a temporada, ele põe no bolo a receita das bets e essa interrupção imediata quebra qualquer planejamento.


Outra coisa: o que está acontecendo e vai continuar é que as bets ilegais vão tomar o espaço das legais, como acontecia antes da legalização. O viciado não vai parar, pois se ele é um jogador compulsivo, vai procurar a clandestinidade.


O governo tomou de cada bet cerca de R$ 30 milhões, como se fosse um depósito para que elas entrassem no circuito legal. Não vai devolver não? Isso é estelionato!


Ninguém aqui é babá de jogador. Joga quem quer. Tem gente viciada em bebida, em cigarro e outras coisas mais. O governo não vai acabar com as bebidas e com o cigarro? É muita hipocrisia!


Sou a favor das bets legais, que pagam impostos e dão milhares de empregos aos brasileiros. Não faço média com ninguém, sou realista. O fim das bets legais não vai acabar com o vício de pessoas fracas e que não têm discernimento. Joga quem quer, ninguém é obrigado.

CAMISA 10

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Pelé deve estar se revirando no túmulo ao ver Raphinha com a camisa 10 da Seleção Brasileira, que o Rei eternizou pelo mundo. Ontem, Carlo Ancelotti, que parece não conhecer a história da camisa 10, a jogou no lixo ao entregá-la a Raphinha. Uma heresia, um descalabro, uma vergonha. A CBF deveria aposentar a camisa 10, pois não temos e não teremos mais ninguém a altura de vesti-la.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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