Jaeci Carvalho
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Jaeci na Copa

Pela renúncia do presidente da CBF e o fim das Federações

Outra coisa que deveria acontecer é os clubes tomarem para si as competições e criarem uma Liga

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MIAMI – Na terça-feira, o presidente da CBF, Samir Xaud, tido como um “fantoche”, já que denúncias dão conta de que quem manda na entidade é Francisco Mendes, se reuniu com presidentes de federações e clubes para traçar metas da Seleção Brasileira para o período até 2030, cujos objetivos são ganhar a Copa América de 2028, muito provavelmente aqui nos Estados Unidos, e ser o primeiro nas Eliminatórias, tudo sob o comando do “fujão” Ancelotti. Sim, “fujão” porque não teve a hombridade e o respeito de desembarcar em território brasileiro para dar uma satisfação do fracasso do time canarinho, sob seu comando pífio. Vejam como nada mudou na CBF. Primeiro, Samir deveria renunciar ao cargo, já que caiu de paraquedas e de bola nada entende. Cheguei a elogiar sua gestão, até então sem escândalo, mas eles pipocaram durante a Copa do Mundo, o que implica dizer que o atual presidente é mais do mesmo, com os mesmos vícios de seus antecessores.

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Outra coisa que deveria acontecer é os clubes tomarem para si as competições, criarem uma Liga e darem uma banana para a CBF e as Federações. Por que eles aceitam ter peso 2 contra peso 3 das federações, que sozinhas elegem o presidente da CBF? Será que os presidentes de clubes estão satisfeitos com os rumos do futebol brasileiro, nessa lama em que nos encontramos? Eles não sabem o poder que têm, mas preferem se humilhar e pedir “esmolas” na CBF do que gerirem seus clubes com mão de ferro, gastando menos do que arrecadam. As federações só existem no Brasil e não têm o menor propósito, já que organizam campeonatos estaduais, competições falidas, retrógradas e ultrapassadas. O único país do mundo onde existem tais instituições é no Brasil, aliás, país que vive na contramão da história em todos os segmentos.

Mantenho minha firme opinião de que Carlo Ancelotti só venceu em times bilionários e com os melhores jogadores do mundo. No Napoli e no Everton, fracassou. Enquanto a Alemanha confia a Jurgen Klopp, alemão, a reinvenção de sua seleção, que anda fracassando, e a Itália quer apostar em Guardiola, cara que gosta de jogar pra frente, com futebol de toque de bola, o Brasil vai insistir num técnico italiano retranqueiro, cujos últimos trabalhos não têm sido bons. Até acho que ele merece 4 anos, pelo tamanho que tem, mas pelo que vi em 1 ano e 3 meses, o time brasileiro não irá mudar da água para o vinho, já que não temos goleiros, laterais, zagueiros e volantes de qualidade, além daquele que pensa o jogo: o 10 de verdade. Em 4 anos, não montaremos um time de qualidade, com tanta carência.

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E aos dirigentes de clubes, um recado: continuem a insistir em trazer para cá jogadores do Equador, Venezuela, Peru, Colômbia, Paraguai e vocês verão onde vão parar. No passado, importávamos um grande goleiro argentino, um zagueiro uruguaio e só. Hoje, cada clube pode ter nove estrangeiros, a maioria de péssimo nível. Isso inibe a formação de jogadores brasileiros de alto nível e impede que sejam lançados nos times principais. É preciso limitar em 3 o número de estrangeiros, sob o risco de virarmos uma Itália, que não disputa a Copa do Mundo desde 2018. Onde estão os jovens de Xerém, da Gávea, da Cidade do Galo, da Toca da Raposa, do Parque São Jorge? Acordem dirigentes, o Brasil virou uma seleção de terceira linha do futebol mundial e os nossos clubes estão de pires na mão!

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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