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O presidente Pedro Lourenço chorou em seu camarote durante o jogo Cruzeiro x Santos, após constatar que sua equipe vive seus piores dias, sem nenhuma vitória no Brasileirão. Um choro de quem ama, de quem salvou o clube da falência, de quem realmente representa a China Azul, sendo parte da torcida. É difícil encontrar um dirigente tão sincero, honesto e dedicado. No futebol, temos oportunistas que se aproveitam dos clubes, ficam ricos e famosos. Pedrinho é o oposto dessa gente. Põe seu dinheiro para dar o que há de melhor – já gastou mais de R$ 1 bilhão na compra do clube e em contratações – e pretende contratar na janela de julho, para que sua equipe possa encarar Flamengo e Palmeiras de igual para igual. Não é fácil. Os clubes citados faturam R$ 2 bilhões por ano, ao passo que o clube azul apenas R$ 350 milhões. Mas o torcedor não quer saber disso. Quer a bola na rede e os títulos em casa, como se fosse simples assim. Se o Cruzeiro brigou pelas taças na temporada passada, foi justamente porque Pedrinho tirou dinheiro de seu bolso, de seu patrimônio pessoal, para encorpar a equipe e fazê-la disputar as taças. Até um cego enxergaria que o Cruzeiro foi garfado, tanto no Brasileirão, quanto na Copa do Brasil, e que por isso mesmo não levantou taças. A arbitragem, sempre ela, é madrasta com as equipes de Minas e Rio Grande do Sul.
Voltando a Pedrinho, é um cara criado sob o fio do bigode, onde a palavra vale mais que uma assinatura, coisa que, no futebol, seus pares não entendem. Não conheço um dirigente que tenha tanta palavra, que olhe no olho, como ele faz. É um paizão para os jogadores e, talvez esteja aí, seu maior erro. Conheço os atletas do passado e de hoje. Os do passado ainda tinham consideração e respeito. Os de hoje querem apenas bons contratos e muita grana. Estão se lixando para a palavra. Por isso mesmo, presidente, é importante manter a distância necessária dessa geração nutella. Seja cordial, amável, mas mantenha seu espaço e não dê tanta liberdade aos atletas. Eles têm de entender que mesmo tendo um coração nobre, o senhor é acima de tudo a autoridade máxima no Cruzeiro, e que, por isso mesmo, o respeito tem de existir. Não dê tanta liberdade a esses caras, pois, diferente do senhor, eles só pensam em vestir a camisa azul pelo dinheiro que recebem. Já você Pedrinho, faz tudo por amor.
Sei que na hora em que for necessário, você dará um soco na mesa e dirá “chega”! Com os jogadores, só funciona assim. Eles não têm consciência, nem referência em casa para saberem separar o “paizão” do dirigente. Claro que há exceções em todos os grupos. Há os jogadores que tiveram um berço melhor e que entendem sua paixão. A maioria, porém, não está nem aí. Eles não sabem o que o seu choro significou para você e sua família. O importante para eles é o dinheiro cair na conta, todo quinto dia útil, estando na lanterna ou na ponta da competição. Os torcedores os chamam de “mercenários”, eu os chamo de ingratos. Você é aquele patrão que todos gostariam de ter, mas que os que têm, no caso do clube, não valorizam. Sei o que sua família está vivendo com essa fase ruim do Cruzeiro. Sei o que o vice-presidente Pedro Junio sente, pois, quando o time perde, ele fica quieto, retraído e muito chateado. É outro apaixonado por esse clube gigante.
Não se aflija. Essa fase ruim vai passar e vai te dar ainda mais força e mais experiência para a continuidade dessa jornada. Agora você tem um técnico de verdade, um cara decente, competente e trabalhador. Não sou vidente para saber se vai dar certo, pois no futebol é tudo incerto, mas tenho a certeza de que você contratou o que há de melhor em treinador no mundo. Artur Jorge é vencedor e vai tirar o Cruzeiro dessa situação. Caberá aos jogadores terem um pouco mais de respeito ao clube, a você, à China Azul. Somente eles, com atitudes e bom futebol, poderão sair da lanterna para uma posição digna na tabela. Você errou por excesso, jamais por omissão. Sabemos quem você é e o quanto tem amor por esse clube. Vimos isso ao longo da vida, quando você ajudava o Cruzeiro apenas como conselheiro e quando o salvou da falência. Isso é amor de verdade, um sentimento, que os dirigentes oportunistas, jamais conhecerão. Estamos com você, Pedrinho, no meu caso, mais nas horas ruins do que nas boas. Nas ruins, os “amigos” desaparecem. Na “boa”, o que mais tem é gente para te dar “tapinhas nas costas”. Sei quem você é, e torço muito para que o projeto Cruzeiro dê certo. Você é ídolo de uma torcida apaixonada, fiel e acostumada a comemorar taças. Logo, logo, esse caminho será retomado e o choro de domingo, se transformará num choro de alegria, ao ver o Gigante Cruzeiro, no seu lugar de origem.
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Níver Kalil e Atlético
Hoje é aniversário do Atlético Mineiro e do maior presidente e mais vencedor de sua história: Alexandre Kalil. Apaixonado, sofre demais com as derrotas, mas teve o mérito e o prazer de comemorar conquistas memoráveis como o maior título da história do clube, a Libertadores de 2013, e a primeira Copa do Brasil, em 2014. Feliz aniversário meu irmão Alexandre, você é Grande. Saúde, ao lado de seus filhos, netas e neto. Deus continue te abençoando. E ao Atlético, o Galo, vida longa.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
