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Dos ex-jogadores que viraram comentaristas, mesmo sem terem feito o curso de jornalismo, alguns com um péssimo vernáculo, o que mais me agrada é o ex-volante Vampeta. Fala sempre a verdade, não enrola e não protege ninguém. O “Velho Vamp” não é corporativista e está sempre ao lado da verdade, embora nenhum de nós seja o dono dela. Vampeta foi taxativo ao dizer “eu não vou torcer para o Brasil ganhar a Copa do Mundo. Primeiro porque sou o último campeão, em 2002, segundo, porque essa geração que aí está não merece ganhar o Mundial”. Assino embaixo, meu amigo Vamp. Embora eu não consiga torcer contra a Seleção Brasileira, também não me agradam os jogadores atuais. Fracos, sem protagonismo e muito aquém do que desejamos. Para quem viu as seleções de 1958, 1962, 1970, 1982, 1994 e 2002, realmente fica difícil torcer para um bando de jogadores mascarados, com pouca bola, muito dinheiro e muita marra.
Os caras se acham celebridades só porque conseguiram ganhar muito dinheiro. A maioria sai da favela, mas a favela não sai deles. Os vícios, os costumes parecem ficar enraizados. Na favela, 90% das pessoas são trabalhadoras do bem, gente sofrida que acorda cedo para ganhar o pão de cada dia, mas há aqueles 10% de marginais, que parecem atrair os atletas. Já vimos vários casos de jogadores e ex-jogadores que quase foram associados ao tráfico de drogas e aos traficantes. As manchetes de jornais comprovam o que estamos dizendo. Não é que o cara tenha que esquecer suas origens, longe disso. Lembrar que onde você veio é sempre importante para o crescimento. O que não pode é concordar com o que vê nas favelas, onde os marginais dominam, impõe todo tipo de impedimento para o cidadão de bem ir e vir. Temos casos de artistas, que também saíram da favela, e se atrelaram ao tráfico. O caso mais recente é o do cantor Belo, que ficou quatro anos na prisão por associação ao tráfico. Hoje, faz novela e é tratado como celebridade, mostrando que o povo brasileiro tem mesmo memória curta.
Voltando ao “Velho Vamp”, como o chamamos carinhosamente, é um cara divertido, foi um excelente volante, e não faz média com ninguém. Por ter jogado com os grandes gênios, ele sabe que na seleção atual só tem “pé de rato”, com uma ou outra exceção. Nosso único craque, Neymar, parece mesmo não querer nada com a bola. Vini Júnior continua a ser nosso maior protagonista, mas não tem a companhia de outros jogadores no mesmo nível. Talvez Raphinha faça a diferença ou Endrick ou Estevão. São esses os jogadores diferentes, mas ainda é pouco para ganhar uma Copa do Mundo. Carlo Ancelotti, que gosta do nosso futebol, talvez não tenha enxergado que tenha se encantado por Falcão, Zico e cia, e não por essa geração atual. Essa não encanta nem mesmo o maior “Pachecão” da história. Pouca bola, muita marra e nenhuma empatia com o povo brasileiro. Além disso, a CBF é comandada por um presidente que nunca deu um chute na bola, que nunca dirigiu clube nenhum, que não tem história, nem histórico para sentar na cadeira de presidente da CBF. Talvez, a perda de mais um Mundial – e aí superaríamos nosso maior recorde negativo de 24 anos sem pôr a mão no troféu – possa ser a solução para o povo brasileiro exigir o fim das federações, a destituição do presidente da CBF e a eleição de um ex-jogador capacitado, entre eles Ronaldo, Kaká, Gilberto Silva ou, quem sabe, os três juntos.
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Tenho certeza de que se tivéssemos jogadores de verdade, Vampeta torceria pelo hexa, mas com essa geração “nutella” nem mesmo ele, ex-jogador, consegue torcer pelo sucesso. E não me venham dizer que é inveja, pois Vamp é campeão do mundo, e seu futebol era infinitamente superior a qualquer “pé de rato” que atue na seleção atualmente. Estou com você meu amigo “Vamp”. Não vou torcer contra, mas não faço a menor questão de ver essa geração levantando a taça. O Brasil eliminado, o que é praticamente certo, vou torcer para os EUA por ser cidadão americano. Não dando certo, quero ver Portugal campeão. Sim, lá eles têm um gênio chamado Cristiano Ronaldo, que pode fechar sua carreira com chave de diamante, levantando a Copa Fifa. Mais uma vez, estaremos assistindo ao fracasso brasileiro e ao sucesso europeu. Façam suas apostas: França, Portugal, Inglaterra, Espanha, Argentina ou Holanda, qual delas vai levantar o troféu, dia 19 de julho, no Met Life Stadium? Para mim, a França ganhará o tri mundial, e você, “Velho Vamp”, aposta em quem? Fico curioso para saber em quem Bruno Henrique e Paquetá apostariam....
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
