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O Cruzeiro não fez um bom jogo e acabou derrotado pelo Unión Santa Fé, na estreia na Sula, levando o gol no último lance do jogo. “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. A velha frase de Vanderlei Luxemburgo esteve em evidência ontem. Quarta que vem, sem a presença da torcida, por causa de vândalos que usaram sinalizadores no último jogo do time azul pela competição ano passado, jogará com o Mushuc Runa e precisará vencer para não se complicar no grupo. Copa é isso, não tem jogo fácil, mas eu esperava mais do Cruzeiro. Leonardo Jardim fez o que prometeu. Rodou o time, com quatro alterações. Tirou Kaike, Matheus Henrique, Dudu e Kaio Jorge, e colocou Villalba, Romero, Lautaro e Wanderson. O primeiro tempo não me agradou. Uma saída de bola desastrosa do Cruzeiro, pouca criatividade na frente, e, mesmo com três volantes, Wallace, Romero e Crhistian, a marcação não era firme. Wallace até participou mais e melhorou um pouco, mas ainda está longe do que a gente espera. Na frente, Wanderson pouco produziu, Lautaro deu um chute ao gol, Gabigol se movimentou muito, mas nenhum deles ameaçou o gol do Santa Fé. Gostei muito de William, crescendo a cada jogo. Gamarra inseguro, quase entregou um gol, Cássio salvou a pela dele com uma defesa gigantesca. Villalba esteve bem na marcação. O Santa Fé aproveitou um cochilo da zaga, que estava em linha, e marcou seu gol. Porém, o atacante estava impedido e o VAR anulou a jogada. E assim terminou o fraco primeiro tempo.
Veio o segundo tempo e Jardim não fez nenhuma alteração. Eu teria tirado Lautaro e Wanderson. Entendo o fato de ele querer rodar o elenco, mas os caras ficaram 40 dias treinando e precisam de ritmo de jogo. Como os atacantes erram o último passe! O time argentino chutava em gol e era mais efetivo. O Cruzeiro não conseguia chutar, que coisa impressionante. Melhorou na marcação, mas perdeu, em criatividade ofensiva. Aos 20, saíram Lautaro, Wanderson e Gabigol e entraram Eduardo, Dudu e Kaio Jorge. O Cruzeiro até chegou mais perto do goleiro adversário, mas inda faltava aquele chute preciso. Matheus Henrique entrou no lugar de Christian. Como o Cruzeiro tinha dificuldade para sair jogando. Impressionante! O Unión Santa Fé foi melhor no jogo, e acabou premiado numa bola levantada na área que sobrou para o atacante fuzilar, no canto, sem chances para Cássio. A vitória do time argentino foi justa, pois foi quem procurou o gol o tempo todo. Domingo é virar a chave para o Brasileirão e encarar o Inter, no Beira-Rio. O time gaúcho vive grande fase. A verdade é que o Cruzeiro precisa ter mais confiança, melhor futebol. Falta aquele homem no meio, criativo, que ponha os atacantes na cara do gol. Matheus Pereira é esse cara, resta saber quando estará disposto a jogar bola? O goleiro do Santa Fé, a rigor, fez uma única defesa. Pelo grupo e pelo time que tem, o Cruzeiro tem que mostrar mais e dar uma resposta melhor à China Azul. Quarta-feira, contra o Mushuc Runa, tem que vencer ou vencer, de preferência, mostrando um bom futebol. Ninguém gostou do que viu, ontem. Quarenta dias de treinos para um futebol pobre e sem a menor criatividade.
Saudade eterna
Hoje faz um ano que meu grande amigo-irmão, Francisco Tomas, nos deixou. Está lá no Céu, fazendo churrasco para os amigos que se foram, enquanto sua mulher, Ederci, e as filhas, Maria Fernanda, Maria Paula e a chef Maria Laura continuam a comandar seu legado, o nosso Parrilla Del Mercado, referência em BH. Continue nos abençoando aí de cima, meu irmão. Você é inesquecível. “Amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito”, diz a música do Milton Nascimento, e você está guardado no meu coração. Saudade eterna! Só morre quem não é lembrado e você será sempre lembrado por mim e por todos que sempre foram recebidos em sua casa com aquela gentileza de sempre. Te amo, Tomacito!
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.