O Cruzeiro no embalo do DJ Portuga até 2030
No último domingo, a vibração de Artur Jorge foi fundamental para os três fatores que, combinados, proporcionaram a virada sobre o Bragantino
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Se não fosse treinador de futebol, o comandante do Cruzeiro, Artur Jorge, poderia ter um futuro brilhante como disc jockey (DJ), sendo fã de música e de baladas ou não. Sua capacidade de vibrar à beira do campo de jogo, nitidamente, tem contagiado tanto o escrete no gramado quanto a Nação Azul nas arquibancadas.
Artur Jorge tem transformado a área técnica demarcada ao lado do campo, junto ao banco de reservas, em uma espécie de pick-ups (nome dado aos “toca-discos” comandados pelos DJs).
No último domingo, a vibração de Artur Jorge foi fundamental para os três fatores que, combinados, proporcionaram a virada do Cruzeirão Campeão sobre o Bragantino: a obsessão por vencer, o reconectar time/torcida no momento de falta de confiança e o provar que somos muito melhores do que a posição em que nos encontramos na tabela.
De Alok a Marlboro. De Anderson Noise a David Guetta. De Martin Garrix a Kl Jay. Não importa o estilo de música, todo DJ, iniciante ou veterano, tem um objetivo primordial em comum, que é conquistar a pista de dança e mantê-la em festa. Artur Jorge tem feito isso.
Minutos depois da vitória contra o Barcelona, pela Libertadores, ele já estava preparando o seu “set list” para incendiar a peleja contra o Bragantino. A Nação Azul colou com ele. Fez a festa no Mineirão, mesmo com o Cruzeiro na última posição da tabela.
O gol defensável do Bragantino logo no início da festa veio como uma música atravessada aos ouvidos de quem dançava. A pista esfriou. Mas graças a Artur Jorge, por pouco tempo. O nosso DJ Portuga tinha repertório. O gol de Neyser Villarreal, da forma como o comandante vinha pedindo (lançamento rápido nas costas da última linha de defesa adversária), reconectou o escrete com a torcida celeste.
O gol de Christian, na virada por 2 a 1, foi como aquele instante em que todos na pista de dança pulam, cantando a todo pulmão, ao som de uma música eletrizante, lançada pelo DJ como o “gran finale” para garantir o gostinho de quero mais. E isso aconteceu. Todos deixamos a noite festiva no Mineirão como o desejo de voltarmos logo para outra balada com o Cruzeiro. Conectados como uma música que gruda na cabeça.
Para a noite hoje, com festa latino-americana – e não só brasileira –, o que se espera é mais uma pista cheia de ritmos quentes. Com o escrete do nosso DJ Portuga jogando para o alto o som e os pontos na tabela da Libertadores.
Conquistar a vitória contra o Universidad Católica, do Chile, é mais um passo no caminho de se consolidar o objetivo posto por Artur Jorge: termos um time absolutamente obcecado por vencer todos os jogos e torneios.
O momento pede e está propício para uma arrancada de vitórias seguidas e aumento progressivo da confiança. Confiança essa que a SAF Cruzeiro traduziu na renovação de contrato de Artur Jorge até 2030.
Mas em um país festeiro como o Brasil, não dá para esperar tanto tempo para a diversão chegar. O desafio de incendiar a pista é frenético. Até a parada para a Copa do Mundo, daqui a menos de dois meses, teremos 14 jogos por três competições distintas.
Os “set lists” já estão definidos. Música caipira para superar o sertanejo do Goiás e, assim, atingir as oitavas de final da Copa do Brasil. Muito Clube da Esquina para sair do inferninho do Z-4, no Brasileirão. E samba no pé para abafar o tango do Boca Juniors, a cuenca da Universidad Católica e o pasillo do Barcelona para romper a fase de grupos e chegar ao mata-mata da Libertadores.
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Então, partiu para o Mineirão logo mais. Encarar a primeira festa dessa maratona difícil, que pedirá muita sintonia entre o escrete e a torcida do Cruzeiro. A pista está contigo, DJ Portuga!
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
