
Por ele, e por causa dele, seremos campeões
Hoje tem Hulk. Desfrutem, registrem, levem a meninada pra ver. É sério. Estamos a assistir, de novo, Reinaldo, Cerezo, Éder, Ronaldinho Gaúcho
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Eu não sou Jair Bolsonaro, mas também devo dizer que me rendo. Sim, eu me rendo! Não, não tem nada a ver com a Polícia Federal batendo na minha porta, não conheço nenhum Cid, a não ser o Cid Moreira, quando muito o Sid Vicious. Minha ficha é limpa, e, se houve um golpe do qual fui mentor e partícipe, ele se limita a um ippon malsucedido numa briga de rua quando eu era menino. Apanhei Igual o Alexandre de Moraes em encontro de fascista.
Quem bate, e às portas do meu coração, é esse incrível Hulk. Eu me rendo, Givanildo! Já pensei em fazer como Lindomar Castilho, “Eu vou rifar meu coração, vou fazer leilão, vou vendê-lo a quem der mais”. Contudo, Givanildo, e muito embora você possua até avião, eu te entrego de graça a víscera de todas as vísceras!
Quer dizer, de graça nada, Givanildo, você faz chover desde 2021, é um São Pedro melhorado, foi comprando um ticketizinho da rifa a cada assistência, a cada gol, a cada título. Agora, átrios e ventrículos transformados em SAF, você detém 49% das ações. Os 51% restantes pertencem ao Reinaldo.
Agora, Givanildo, não posso mais dizer que Maradona foi maior que Pelé e menor do que Reinaldo. Preciso incluir você nessa santíssima trindade. Nesse caso, Ademg informa: sai Pelé e entra Givanildo. De modo que fica assim o meu ranking pessoal: Reinaldo em primeiro, Maradona em segundo, Givanildo em terceiro. Quem é Pelé na fila desse pão, não é mesmo?
Prefiro chamá-lo de Givanildo. Não porque seu nome possa soar algo entre o pitoresco e o engraçado – e meu pai me ensinou a jamais rir do nome das pessoas, que literalmente não têm nenhuma culpa no cartório. Prefiro Givanildo por ser esta a pessoa física do Hulk – e que pessoa!
O Givanildo é foda. O Givanildo se emociona com as crianças raras, ajuda a quem precisa sem pedir holofote. Eu vi o Givanildo chorando no vestiário na despedida do Otávio. O Givanildo não é uma peça de propaganda, não é Neymar, não tem a marra abestalhada de um Gabigol. O Givanildo é um ser humano sensível, como Levir, um cara legal.
Um cara que, nesses tempos, é capaz de tirar fotos com fãs cruzeirenses sem jogar para a torcida – ele o faz porque respeita o futebol, respeita o torcedor, é um homem em paz, camisas não o separam das pessoas legais. Como gentileza gera gentileza, não há adversário que o odeie. E esta é uma grande lição de vida.
É possível ser o matador intenso e abusado, reclamão e apaixonado – é possível ser isso tudo sem fazer girar a grande roda dos mecanismos de ódio que hoje move a sociedade em suas pequenas e grandes questões. O mundo seria melhor se houvesse mais Hulks, mais Givanildos, mais seus Gilvans. Que grande família!
É esse jeito de se colocar no mundo, o jeito dele, que faz com que Hulk beije o escudo do Galo e a gente acredite piamente que se trata de amor sincero ao alvinegro, um beijo de língua, um arrebatamento daqueles. Quantos mais beijoqueiros te causaram tal impressão? Sei contá-los no dedos de uma única mão.
O Hulk, sua pessoa jurídica, é foda. Dribla como um jovem franzino e abusado. Arma como um bom armador. Desarma, briga, é bom zagueiro. O único, aguardamos confirmação de Fabrício Bruno, a vencer Fabrício Bruno na corrida. Bate falta como Éder Aleixo. Repete Reinaldo na arte das cavadinhas. É um extraordinário jogador. E qualquer amante do futebol devia ver todo jogo do Galo daqui pra frente, pelo prazer de assistir à despedida desse cara que, se parasse hoje, eu morria do coração.
Hoje tem Galo. Mas daqui pra frente vocês não vão me ouvir dizer isso sem o necessário complemento: hoje tem Hulk. Desfrutem, registrem, levem a meninada pra ver. É sério. Estamos a assistir, de novo, Reinaldo, Cerezo, Éder, Ronaldinho Gaúcho. Você, atleticano, tem o privilégio de ver a história diante dos seus olhos outra vez. Viva Hulk, viva Givanildo! Por ele, e por causa dele, seremos campeões! Gaaaaaalooo! Hulk! Hulk! Hulk!
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.