x
Educando Seu Bolso
Educando Seu Bolso
Dicas de especialistas e informações sobre finanças pessoais, investimentos e economia para ajudar você a gerir melhor seu dinheiro.

Seu dinheiro está mesmo seguro? Entenda o que o FGC cobre e o que não cobre

O banco pode falir. Mas seu dinheiro não precisa sumir junto. Veja como o FGC te protege (ou não).

Publicidade

Mais lidas

Arthur sempre foi um investidor cauteloso. Ao buscar opções de investimento, encontrou CDBs de um certo banco oferecendo altas taxas de retorno. Atraído pelos rendimentos, aplicou parte de suas economias nesses títulos. Recentemente, notícias sobre dificuldades financeiras enfrentadas pelo Banco o deixaram preocupado. Nessa situação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) surge como uma rede de segurança para investidores como Arthur, mas será que seus investimentos estão realmente garantidos?

O que é FGC?

FGC é a sigla para Fundo Garantidor de Crédito, uma associação civil, sem fins lucrativos, que protege os investidores em caso de quebra de bancos ou corretoras.

Ele funciona como um "seguro" para certos tipos de investimentos, cobrindo o prejuízo de pessoas físicas e jurídicas, caso o banco não consiga arcar com aqueles valores.

O FGC é mantido pelos próprios bancos, que contribuem com uma porcentagem sobre os valores depositados.

Quais investimentos têm a garantia do FGC?

O FGC cobre produtos considerados de renda fixa. Veja os principais:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário)

  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)

  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

  • Letras de Câmbio

  • Depósitos em conta corrente ou poupança

Importante: investimentos como Tesouro Direto, ações, fundos imobiliários, previdência privada e criptomoedas não são cobertos pelo FGC.

Qual é o valor que o FGC garante?

A cobertura do FGC é de até R$250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Existe também um limite global de R$1 milhão por pessoa, renovado a cada 4 anos.

Exemplo:

  • Você tem R$200 mil em CDB no Banco A coberto.

  • R$250 mil no Banco B coberto.

  • R$300 mil no Banco C apenas R$250 mil estão garantidos, os outros R$50 mil ficam em risco.

Essa proteção inclui os juros já creditados até o momento da quebra, mas não cobre rendimentos futuros.

O que acontece se a corretora falir?

O FGC cobre investimentos feitos através de corretoras desde que o dinheiro esteja aplicado em produtos garantidos (como CDBs, LCIs).

Se o dinheiro estiver apenas parado na conta da corretora, sem estar investido em produtos cobertos, ele não está protegido pelo FGC.

Qual o prazo para pagamento pelo FGC?

Não há prazo estipulado. Segundo o próprio FGC, os investidores que aplicam em bancos médios precisam se preparar para receber somente após um prazo de 30 a 45 dias em caso de intervenção ou liquidação da instituição e cada caso deve ser avaliado individualmente.


O pagamento desta garantia nunca é feito de forma imediata. Por isso, é preciso ter calma e não precisar contar com o dinheiro de um investimento em títulos mais arriscados em um curtíssimo prazo.


O FGC paga juros?

Não. O FGC devolve o valor investido até o limite de R$250 mil, incluindo os juros que já haviam sido creditados até a data do evento (quebra, intervenção, liquidação etc).

Os juros futuros, ou seja, o que você ainda ganharia se mantivesse o investimento, não são pagos.

Como receber o valor garantido pelo FGC?

Quando um banco entra em processo de liquidação, o FGC precisa receber a lista oficial dos credores com seus respectivos valores a serem pagos.

Antigamente, era necessário comparecer presencialmente em uma agência bancária indicada pelo FGC para sacar o dinheiro, mediante assinatura de um termo de recebimento.

Hoje, esse processo foi modernizado. A solicitação da garantia pode ser feita pelo aplicativo do FGC, de forma totalmente online. Após se cadastrar no app e o fundo receber a base de dados do banco em liquidação, você pode acompanhar o processo e receber diretamente em conta corrente ou poupança da mesma titularidade, sem precisar sair de casa e sem pagar nada por isso.


O FGC já foi usado?

Sim, o FGC já atuou em diversas situações para proteger investidores. Veja alguns exemplos:

  • Banco PanAmericano (2010): após fraudes contábeis, o FGC ajudou na reestruturação da instituição, garantindo os recursos dos investidores e evitando um colapso.

  • Banco Cruzeiro do Sul (2012): em processo de liquidação extrajudicial, o FGC pagou os valores devidos aos clientes com investimentos cobertos.

  • Banco Neon (2018): após problemas com a financeira por trás da operação, o FGC interveio e devolveu os valores aos investidores.

Essas atuações mostram como o fundo funciona na prática e ajudam a manter a confiança no
sistema bancário mesmo em tempos de instabilidade.


Quem é coberto pelo FGC?

Toda pessoa física ou jurídica que tenha investimentos cobertos em uma instituição financeira que participe do FGC.

A maioria dos bancos e corretoras tradicionais fazem parte do fundo, mas é sempre bom conferir antes de investir.

No site oficial do FGC (é só procurar por "bancos associados FGC"), você encontra a lista completa.

FGC é garantia de segurança?

O FGC protege dentro dos limites estabelecidos e somente produtos cobertos. Então, mesmo com a garantia, você deve estar atento aos valores depositados além de verificar se a instituição que você está investindo é coberta pelo FGC.

Conclusão: FGC é proteção ou ilusão de segurança?

O FGC é, sim, uma rede de proteção. Ele garante que, em caso de falência de bancos ou financeiras, você tenha uma segunda chance de recuperar seu dinheiro. Mas é importante entender: ele não cobre tudo e nem todos os tipos de investimento.

Por isso, não se acomode achando que todo o seu patrimônio está salvo apenas por confiar em produtos de renda fixa. Conhecer os limites do FGC e saber usá-lo com inteligência é o que separa o investidor seguro do desinformado.

Use o FGC a seu favor: divida seus investimentos, fique de olho nas instituições onde você aplica e, acima de tudo, continue se informando. 

Por Alexia Diniz

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay