Cada equipe usa as armas que tem
Não é simples para os treinadores, que precisam equilibrar desempenho e o cuidado com a saúde de seus comandados
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O Campeonato Brasileiro está na reta final, assim como a Copa do Brasil, enquanto as copas continentais terão suas decisões nos dois últimos fins de semana de novembro. E isso obriga as comissões técnicas das equipes envolvidas em mais de uma competição a fazerem escolhas para que os atletas suportem a maratona de jogos.
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Muitas vezes nós não entendemos as decisões, até porque elas têm como base o que ocorre no dia a dia e com base nas avaliações fisiológicas a que os atletas são submetidos. Não é simples para os treinadores, que precisam equilibrar desempenho e o cuidado com a saúde de seus comandados.
Assim, tanto Atlético quanto Grêmio, que se enfrentam neste sábado (7/11), na Arena MRV, valendo vaga na final da Copa do Brasil, escalaram equipes alternativas contra Botafogo e Flamengo, respectivamente, no Rio, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O mesmo fez o Vasco diante do Athletico-PR, em Curitiba, de olho na partida decisiva de domingo (8/11), contra o Palmeiras, que hoje encara o Remo possivelmente sem algumas peças, ainda que o técnico Abel Ferreira não seja dos maiores adeptos do rodízio.
Muitos reclamam, com razão, que a escalação de reservas provoca desequilíbrio técnico no Brasileiro. Afinal, quem enfrentou mineiros, gaúchos, cariocas e paulistas com os times titulares tiveram, teoricamente, mais dificuldades para conquistar pontos.
A verdade é que cada um está defendendo os próprios interesses. Se os palmeirenses estão em busca de três títulos na temporada, o mérito é todo deles, assim como tem mérito o Galo, que também está vivíssimo na Copa Sul-Americana, pela qual joga pelo título no próximo dia 21, contra o Boca Juniors, em Barranquilla, na Colômbia.
Já Grêmio e Vasco vivem a síndrome do cobertor curto. Podem conquistar o sonhado título da Copa do Brasil, mas, ao mesmo tempo, serem rebaixados à Série B do Brasileiro, o que é um desastre em todos os aspectos, inclusive na questão de não poder disputar a Copa Libertadores de 2027 se a queda ocorrer.
Cada um luta com as armas que têm. E vejo, por exemplo, que o Flamengo ganharia do Grêmio considerado titular no Maracanã, assim como o Palmeiras reserva não deve ter dificuldades diante do quase rebaixado Remo em São Paulo.
Já o Vasco titular desta temporada teria dificuldades de conquistar os três pontos diante do incrivelmente consistente Furacão, ainda mais na Arena da Baixada. Mas o reserva conseguiu, e de forma categórica, com vitória incrível.
Assim como o Atlético conquistou bons resultados mesmo quando usou time alternativo, como ocorreu contra o Coritiba. E, diante do bagunçado Botafogo de Tite, poderia somar mais três pontos mesmo escalando os “Amigos do Dudu”, como disse um querido sobrinho.
Chance de ouro
Há uma semana, o zagueiro Jonathan Jesus, do Cruzeiro, foi convocado por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira que fará amistosos contra Japão e Singapura, em Singapura, nos dias 14 e 17 de novembro, respectivamente. É uma grande chance para o defensor celeste, que conquistou vaga de titular na Raposa, colocando Fabrício Bruno no banco.
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Curioso é que o próprio Fabrício Bruno teve oportunidade com a Amarelinha em 2025. Porém, as falhas cometidas e o gol contra marcado no amistoso contra o próprio Japão, em outubro de 2025, pesaram na avaliação e ele acabou não sendo convocado para a Copa do Mundo de 2026. A fila anda, como dizem por aí.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.