Maio Laranja: proteger crianças é dever de toda a sociedade
Campanha alerta sobre abuso infantil e reforça a importância da denúncia, da informação e da proteção de crianças e adolescentes
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*Por Morgana Gonçalves
Falar sobre o abuso infantil causa desconforto nas pessoas. É certo que é um tema difícil, doloroso e na maioria das vezes evitado dentro das famílias, escolas e até mesmo da sociedade. Ocorre que o silêncio não protege a vítima!
Segundo levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma média de 150 casos de estupro de vulnerável foi registrada por dia no primeiro trimestre de 2026 no Brasil. Foram 13.462 ocorrências apenas até março. São números que assustam!
Assim, todos os dias, crianças e adolescentes sofrem violências dentro de ambientes que deveriam representar segurança e acolhimento. E, na maioria das vezes, o agressor não é um estranho. É alguém próximo, conhecido, alguém que conquistou a confiança da vítima e da família.
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É justamente por isso que o Maio Laranja é tão importante!
A campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes surge como um alerta para toda a sociedade sobre a necessidade urgente de proteger a infância. O mês de maio foi escolhido em razão do dia 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil.
Mais do que uma campanha de conscientização, o Maio Laranja é um convite à responsabilidade coletiva. E os números mostram que essa discussão não pode mais ser ignorada.
Mas existe uma realidade ainda mais preocupante: muitos casos nunca chegam ao conhecimento das autoridades. O medo, a vergonha, a manipulação emocional e até a dificuldade da própria criança em compreender o que está acontecendo fazem com que inúmeras vítimas permaneçam em silêncio por anos. Por isso, informação salva!
Quando pais, familiares, responsáveis e professores entendem os sinais de alerta, aumentam as chances de interromper a violência precocemente. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo excessivo de determinadas pessoas, agressividade, tristeza constante, queda no rendimento escolar e sexualização precoce podem indicar que algo não está bem.
E aqui é importante dizer algo essencial: acolher uma criança é mais importante do que duvidar dela.
Muitas vítimas deixam sinais, mesmo sem conseguir verbalizar exatamente o que estão vivendo. Escutar com atenção, agir com responsabilidade e buscar ajuda especializada pode fazer toda a diferença na vida daquela criança. Assim, falar sobre abuso infantil não incentiva medo. Incentiva proteção!
Precisamos romper a cultura do silêncio que ainda existe em torno desse tema. Precisamos ensinar crianças sobre respeito ao próprio corpo, sobre limites e sobre a importância de procurar um adulto de confiança quando algo causar desconforto.
A proteção da infância não é dever apenas da família ou do Estado. É dever de todos nós. E denunciar também é um ato de cuidado.
Casos suspeitos podem ser comunicados ao Conselho Tutelar, à Polícia Civil ou por meio do Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos. Muitas vezes, uma denúncia é o primeiro passo para interromper um ciclo de violência que poderia continuar por anos.
E os impactos dessa violência ultrapassam o momento do abuso. Crianças vítimas de violência sexual podem carregar consequências emocionais e psicológicas profundas para a vida adulta, especialmente quando não recebem acolhimento adequado.
Por isso, discutir esse tema com seriedade, sensibilidade e responsabilidade é tão necessário.
Com o objetivo de ampliar esse debate e levar informação acessível à população, tivemos a honra de receber em nosso podcast “Direito Simples Assim” a delegada e deputada Sheila Aparecida Pedrosa de Mello para uma conversa extremamente importante sobre proteção de crianças e adolescentes, prevenção ao abuso infantil, denúncia e conscientização social.
Foi um episódio necessário, humano e esclarecedor. Porque informação também é uma forma de proteção.
Quanto mais pessoas estiverem preparadas para identificar sinais, acolher vítimas e agir de maneira responsável, maiores serão as chances de construirmos uma sociedade verdadeiramente comprometida com a proteção da infância. Afinal, muitas vítimas sequer entendem que estão sofrendo abuso, o que torna a informação, o diálogo e a educação ferramentas essenciais de proteção.
Crianças precisam crescer cercadas de cuidado, segurança e respeito. E isso começa quando a sociedade decide não se calar!
Esse texto teve auxílio da IA-Chatgpt
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*Morgana Gonçalves é advogada civilista/Direito das Famílias
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
