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Todo mundo sabe que as bicicletas são meios de transporte que apresentam vantagens como a baixa emissão de CO2 e zero poluição do ar. Além disso, elas exigem menos vias, usam menos material para ser fabricadas, possuem manutenção fácil, consomem pouca energia, são mais baratas, não precisam de combustíveis fósseis, promovem atividade física, que é benéfica para a saúde, diminuem o stress, são fáceis de estacionar, são mais ágeis e eficientes em áreas urbanas densas.
Não é sem razão que a venda de bicicletas elétricas cresce tanto no mundo e no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, as vendas de bicicletas elétricas crescem anualmente entre 20 e 30% desde 2016. Só que elas escondem uma característica que as colocam longe de ser sustentáveis: são movidas à bateria e acabam sendo depositadas aos milhões em aterros sanitários.
Alguns inventores europeus desafiaram o paradigma das baterias ao se perguntarem: e se eu criasse um supercapacitor para substituir as baterias? Para a maioria de nós, essa pergunta não faz sentido porque não conhecemos tão bem essas pecinhas mágicas. Mas nas engenharias elétrica e eletrônica, os capacitores são componentes que armazenam e liberam energia na forma de um campo elétrico. Ele é construído a partir de duas placas condutoras de metal separadas por um material isolante.
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Quanto maiores as placas, maior a capacidade de armazenamento. Quando as placas são submetidas à carga elétrica com diferença de potencial, essa energia se acumula nas chapas, uma se torna positiva e outra negativa. A separação das cargas cria um campo elétrico entre as placas. Quando o capacitor é conectado a um circuito, ele libera a energia armazenada.
Portanto, a pergunta dos inventores fazia muito sentido e foi a resposta a ela que trouxe à vida a Pi-Pop. Uma bicicleta elétrica sem bateria. O funcionamento é bem interessante. Quando a bicicleta está descendo uma ladeira ou freando, a energia é utilizada para acionar o capacitor, e, assim, a energia vai sendo armazenada. Quando o movimento diminui e a capacidade de pedalar passa a ser insuficiente para manter o movimento da bicicleta, o capacitor é drenado, e a energia, utilizada para mover o motor. A capacidade de armazenamento de energia é suficiente para subidas de até 50 metros. Parece pouco, mas isso é o bastante para 80% das cidades do mundo.
Mas por que os capacitores são melhores do que as baterias?
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Em primeiro lugar, porque eles são feitos de carbono e alumínio, que podem ser reciclados e reaproveitados facilmente. Em segundo lugar, têm carregamento imediato. Além disso, duram até 15 anos, quase o triplo da vida útil das baterias.
Esse exemplo nos mostra que a verdadeira inovação está em desafiar o que parece óbvio. A Pi-Pop prova que é possível aliar funcionalidade, sustentabilidade e engenhosidade, abrindo novas possibilidades para um futuro mais consciente e eficiente.