Bertha Maakaroun
Bertha Maakaroun
Jornalista, pesquisadora e doutora em Ciência Política
EM MINAS

Cleitinho, Mateus, Kalil, Gabriel e... será Pacheco?

A candidatura de Cleitinho também põe pressão sobre o campo lulista: não há mais tempo para seguir "à espera de Godot"

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A formalização do lançamento da candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo de Minas, em chapa com o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), impõe novo ritmo à sucessão mineira. Liderando as pesquisas de intenção de voto, o senador organiza o campo bolsonarista, anunciando-se como pré-candidato que dará palanque à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) em Minas. Ao mesmo tempo, manda recado ao PL de Nikolas Ferreira, que tenta empurrar a legenda à aliança com o vice-governador Mateus Simões (PSD): poderá lançar ao Senado o irmão gêmeo e prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, que deixará o Novo para se filiar ao Republicanos.

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Se isso ocorrer, terá efeito negativo sobre a pré-candidatura ao Senado do deputado federal Domingos Sávio (PL), que também tem base eleitoral em Divinópolis. “Eu lancei para o Senado também, porque aí um Cleitinho sai, entra outro Cleitinho lá para poder continuar indo para cima do STF, para poder continuar representando Minas Gerais. Você pode ter certeza que o meu irmão Gleidson é até melhor do que eu, viu.”

No PL, a alternativa à coligação à candidatura de Mateus Simões (PSD) seria o voo solo que vem sendo articulado por Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que irá se desincompatibilizar do cargo e se filiar ao PL. Seja qual for o caminho do PL em Minas, contudo, a candidatura de Cleitinho materializa o que até aqui era o fantasma de um dilema político para Mateus Simões: o campo bolsonarista, com o qual nutre identidade, está ocupado; precisará fazer esforço para reconstruir e suavizar a sua imagem, sinalizando ao centro político. Mas nessa posição já estão fincados o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) e o ex-presidente da Câmara Municipal Gabriel Azevedo (MDB).

A candidatura de Cleitinho também põe pressão sobre o campo lulista: com o polo adversário da disputa nacional definido no segundo maior colégio eleitoral do país, não há mais tempo para seguir “à espera de Godot”. O senador Rodrigo Pacheco (PSD), nome da preferência do presidente Lula, continua enviando sinais ambíguos ao meio político. É candidatura ainda esperada pelo PT, mesmo com tantas hesitações, que deixam aliados impacientes e as opções partidárias ainda mais escassas, neste tempo que se encaminha aos momentos finais da janela partidária.

Aliados de Rodrigo Pacheco se dividem na bolsa de apostas: alguns dizem estar convictos de que será candidato, outros nem tanto. De certeza, só há uma. O União seria o partido da preferência dele neste momento, mas seria necessária uma articulação de Lula com as cúpulas da Federação União-PP, comandadas por Antonio Rueda e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Lula, por seu turno, garante a filiação de Pacheco ao PSB de João Campos, aliança já estruturada e que tende a ser repetida com Geraldo Alckmin na vice de Lula na sucessão presidencial. Para aliados de Pacheco, seria mais interessante um partido de centro ou direita, que expandiria o campo de alianças. Mas a esta altura do jogo, a oferta é bem mais baixa do que a demanda. E quanto mais tal decisão se retarda...

Obra clássica do escritor irlandês Samuel Beckett, “Esperando Godot” (1952) – primeiro grande sucesso do Teatro do Absurdo – centra a peça nas conversas entre Vladimir e Estragon, que aguardavam a chegada de Godot, pessoa que constantemente envia mensagens dizendo que aparecerá, mas nunca o faz. Ambos se encontram com Lucky e Pozzo, personagens com os quais discutem as misérias da existência e o desalento em viver. Vladimir e Estragon não sabem por que foram postos no mundo, mas nutrem a expectativa de encontrar a iluminação e algum propósito com a chegada de Godot. Ele virá?

Secretários de Fazenda

O senador Cleitinho (Republicanos) anunciou a sua candidatura e, ato contínuo, antecipou quem pretende convidar para a Fazenda, ou pelo menos, para ser consultor: Paulo Guedes. Já Gabriel Azevedo (MDB) pretende convidar o economista Marcos Lisboa, colaborador de seu programa de governo, para comandar a pasta.

104 anos

Em comemoração aos 104 anos de fundação, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) irá promover, na próxima segunda-feira (16/3), momento de confraternização e debates com os seus principais quadros, entre eles, Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, deputados estaduais, federais e prefeitos de legendas aliadas.

Cidadão honorário

Natural de Sergipe, o jurista João Batista de Oliveira Filho recebeu nessa segunda-feira (9/3) o título de cidadão honorário de Belo Horizonte, por indicação do vereador Cláudio do Mundo Novo (PL). “Quando aqui cheguei, três grandes sergipanos se destacavam”, disse. Ele citou Dom Cabral, bispo que criou a maior universidade particular de Minas, a Pontifícia Universidade Católica, e deu nome a uma das maiores instituições fundacionais do Brasil; Alberto Deodato, que foi deputado federal, professor e diretor da Faculdade de Direito da UFMG; e Virgílio Pedro de Almeida, fundador do colégio “O Precursor” e dos hospitais André Luís e Paulo de Tarso.

Carreira

João Batista de Oliveira chegou a Belo Horizonte em 27 de dezembro de 1961. Estudou no Colégio Estadual Central. Fez vestibular em 1968 e foi aprovado em primeiro lugar na Faculdade de Direito da UFMG. Começou a advogar há 53 anos. Em 1982, ingressou por concurso na Procuradoria da República, instituição em que atuou até 1998, quando se aposentou como subprocurador-geral da República. Um dos maiores especialistas em direito eleitoral, João Batista, que também foi professor da UFMG, está à frente do escritório Oliveira e Filhos Associados.

Corrida ao TCE

Segue na Assembleia Legislativa a disputa pela terceira vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). São pré-candidatos os deputados estaduais Tito Torres (PSD), Thiago Cota (PDT), Ulysses Gomes (PT), Sargento Rodrigues (PL) e Ione Pinheiro (União), primeira mulher da história legislativa a disputar a cadeira na Corte de Contas.

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Abaixo o sigilo

A deputada estadual e presidente do PT em Minas Gerais, Leninha, protocolou representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) requerendo a apuração da legalidade do sigilo mantido pelo governo Romeu Zema (Novo) sobre renúncias fiscais concedidas pelo estado a sete mil empresas.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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