Anna Marina
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ANNA MARINA

Prevenção ao suicídio: falar também é uma forma de cuidar

Uma conversa pode ser o primeiro passo para ajudar. Escute sem julgamentos, demonstre preocupação e incentive a pessoa a buscar ajuda profissional

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O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, que reforça a importância da valorização da vida, da saúde mental e da prevenção do suicídio. A iniciativa começou no Brasil em 2015 e, desde então, contribui para ampliar o diálogo sobre saúde mental, quebrar tabus e reduzir o estigma em torno do sofrimento emocional.

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A cor amarela foi escolhida em homenagem a Mike Emme, um jovem americano de 17 anos que, em 1994, tirou a própria vida. Mike era conhecido por restaurar um Mustang 1968 e pintá-lo de amarelo. No velório, seus pais distribuíram fitas amarelas com mensagens de apoio, dando origem a um movimento que passou a simbolizar a importância de oferecer acolhimento a quem está passando por um momento difícil.

A campanha tem como objetivos quebrar tabus sobre saúde mental e suicídio; reduzir preconceitos e estigmas; incentivar o diálogo e a escuta; alertar para a importância de buscar ajuda; reforçar que ninguém precisa enfrentar sozinho um momento de sofrimento.

Há cerca de duas semanas, fui conhecer a primeira nova unidade do Colégio Edna Roriz, no Belvedere, que mudou completamente a forma de atuação e passou a ser uma escola de bem-estar, a primeira do Brasil e a sétima no mundo. Conversando com a educadora, ela me disse que um dos motivos que a levou a fazer essa mudança foi o alto índice de suicídios entre jovens e adolescentes e, claro, por causa do alto número de pré-adolescentes, adolescentes e jovens com TDAH e/ou autismo.

Algumas mudanças podem indicar que uma pessoa está passando por um momento de sofrimento e precisa de atenção. Fique atento aos sinais:

Mudanças bruscas de humor ou comportamento; isolamento de amigos, familiares ou colegas; queda no rendimento escolar ou profissional; demonstrações de desesperança; falas como “quero desaparecer” ou “não aguento mais”.

Um sinal isolado não significa que alguém esteja pensando em suicídio. Mas mudanças importantes de comportamento merecem atenção, acolhimento e escuta.

Muitas vezes não sabemos como ajudar, mas é possível e importante fazer alguma coisa. Às vezes, uma conversa pode ser o primeiro passo. Escute sem julgamentos, demonstre preocupação e incentive a pessoa a buscar ajuda profissional.

Se você ou alguém próximo estiver passando por um momento difícil, procure ajuda. Alguns canais de ajuda e acolhimento: CVV – 188: atendimento gratuito, 24 horas por dia; SUS: Unidades de saúde e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também oferecem atendimento.

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O Setembro Amarelo reforça uma mensagem que vale para todos os meses: falar sobre o que sentimos, ouvir com atenção e procurar ajuda são atitudes de cuidado. Ninguém precisa ter todas as respostas. Às vezes, estar presente e ouvir já faz diferença.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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