Anna Marina*
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ANNA MARINA

Casamentos personalizados e emocionantes

Cerimônias preparadas com carinho e ideias criativas se tornam momentos inesquecíveis tanto para os noivos quanto para famílias e convidados

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 Saí de férias para ajudar na reta final do casamento da minha filha. Como sou acostumada a produzir festas – afinal, fiz centenas de festas em benefício da Jornada Solidária –, decidi cuidar da maior parte das coisas junto da noiva, e só contamos com ajuda do cerimonial na reta final.

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Neste período de um mês, fui a outros dois casamentos. Um em São Paulo, de Rafaella Vasconcellos, filha de Bebela e Victor Vasconcellos, com Lucas Marangon, filho de Sônia e Benito Marangon; e outro em Tiradentes, de Luiza Oliveira, filha de Edilene e Gilberto Oliveira, com Pedro Henrique Fialho Silva, filho de Fátima Fialho e Pedro Augusto Silva. Todos lindos, emocionantes e animadíssimos. E incluo o de minha filha Luisa neste rol. Ela se casou com Victor Henrique Dias, filho de Silvane e Jailson Dias, no Villa Igarapés.

Há alguns anos, os votos entre noivos, aqui no Brasil, eram os tradicionais votos protocolares, ditados por padres e pastores e repetidos pelos noivos. Mas há algum tempo, talvez influenciados por casamentos visto nos filmes hollywoodianos ou nas redes sociais, os noivos passaram a escrever seus votos.

Isso dá um toque especial. Eles contam suas histórias, como se conheceram, o que foi mais marcante no relacionamento, as qualidades mais admiradas do parceiro. Não tem como não se emocionar ao ouvir as lindas histórias e as promessas cheias de amor narradas entre lágrimas e sorrisos.

No casamento de Rafaella, dois momentos deixaram os convidados muito tocados. O primeiro foi a pregação do padre, cujo nome infelizmente não guardei. Falou importância dos cinco “F” em um casamento. O primeiro é a fé, porque sem Deus no centro de um casamento ele não sobrevive. Deus tem que ser a base, o alicerce, o pilar e a cobertura de um casamento para que ele seja bem-sucedido.

O segundo é a família, porque o casamento é o início de uma família, a coisa mais preciosa para Deus. O terceiro é a fidelidade, em todos os sentidos. O quarto é a fecundidade, porque casamento gera filhos. E por último, mas não menos importante, é a felicidade, porque com tudo isso o resultado não poderia ser outro, mesmo com os problemas que todo casal enfrenta.

O outro momento coube à irmã mais velha da noiva, Roberta Vasconcellos, que revelou a linda e improvável história do encontro dos noivos. Deixou outra linda mensagem de fé para a irmã e o cunhado, além de fazer uma linda oração.

Luiza e Pedro Henrique estão tão felizes com o casamento que, pasmem, se casaram três vezes. Ano passado, no civil e na igreja católica, em Belo Horizonte. Não teve festa, apenas um almoço para as famílias.

Por um ano e meio, eles prepararam com muito carinho o terceiro casamento, desta vez em Tiradentes, com cerimônia religiosa, celebrante e uma senhora festa, animadíssima, que resultou em pedido de casamento para a amiga que pegou o buquê.

O destaque, sem sombra de dúvidas, foram os votos do casal e a entrada das alianças com a avó de Luiza e a avó de Pedro, ambas com mais de 90 anos.

Sem modéstia, vou destacar o casamento da minha filha. Claro que a fala do pastor foi maravilhosa e os votos dos dois muito emocionantes, mas, jornalista que sou, tenho de dizer que nunca vi um casamento com tantos detalhes como este. Digo isso com tranquilidade, porque nenhum deles foi ideia minha. Tudo foi pensado, planejado e executado pela Luisa.

Ela e Victor escreveram, de próprio punho, uma carta para cada convidado, colocada nos lugares marcados das mesas. Os dois também conseguiram foto do casamento de todos os convidados casados, imprimiram, colocaram em porta-retratos e usaram na decoração.

Quando cheguei ao local da recepção, depois das fotos protocolares, só via as pessoas com os rostos vermelhos de chorar de emoção pelo carinho e a homenagem recebida dos noivos.

Alguém já viu algum casamento assim? Eu nunca vi.

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* Isabela Teixeira da Costa/Interina

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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