A mulher precisa ser respeitada
A falta de caráter, o machismo e o ódio são tão grandes que homens se unem e atacam em grupo. Não basta um deles cometer o estupro, tem de ser coletivo
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Domingo passado foi o Dia Internacional da Mulher. Recebi inúmeros parabéns, mensagens com flores e lembranças das conquistas ao longo dos anos. Todas ressaltando a força da mulher. Sim, somos frágeis e fortes. Conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo, e, geralmente, tudo o que fazemos é muito bem-feito. Mulher, de fato, é especial e dá um banho nos homens.
Talvez por isso somos amadas, mas também invejadas e odiadas por eles. Porque não existe outra explicação para o homem achar que não precisa respeitar a mulher, que tem o direito de sobrepujar a mulher, que tem o direito de abusar de uma criança, de estuprar uma adolescente, uma jovem, uma mulher ou uma idosa. Pasmem, nem velhinhas escapam dos pervertidos.
Leia Mais
A falta de caráter, o machismo e o ódio são tão grandes que eles se unem e atacam em grupo. Não basta um homem cometer o estupro, tem de ser coletivo. E não basta a violência do sexo sem consentimento, tem de ter agressão física também.
Pior: saem da cena como se tivessem acabado de vencer uma disputa olímpica, como se tivessem conquistado a medalha de ouro. No caso do estupro coletivo cometido contra a jovem de 17 anos no Rio de Janeiro, os cinco rapazes saíram do apartamento rindo, comemorando. No elevador, olhavam algo no celular, como se algum deles tivesse filmado partes da cena, ou melhor, do filme de terror. E celebravam. Como chamar esses monstros de seres humanos? Impossível.
Nós, mulheres, precisamos e queremos ser respeitadas. Temos o direito de escolher quando, onde e com quem fazer amor ou somente sexo. Se a escolha for certa ou errada, foi nossa escolha, e não do outro. Arcaremos com as consequências, mas não seremos violentadas.
Não queremos ser julgadas e nem subjugadas.
Nos anos 1990, estava com um grupo de mães, conversando sobre educação de filhos. A maioria dizendo que educava os meninos para se tornarem companheiros participativos, ajudando namoradas e esposas. Aplaudi a atitude delas; afinal, a maior parte da educação dos filhos vem das mães, que ficam mais tempo com eles.
Mas não é que escutei, estupefata, de uma delas: “Crio meus três filhos para serem homens, prefiro três machistas a um afeminado”. Fiquei horrorizada. Conheço os três, todos estão casados e, graças a Deus, aprenderam com o pai – e não com ela – como respeitar a mulher.
Mães e pais, eduquem seu filho para amar e respeitar as mulheres. Chega de tanta barbárie.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Homens, “não” é não. “Chega” significa tem de parar. “Basta!” quer dizer não!
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
