
Vida sexual depois dos 40
Hoje em dia, mulheres maduras continuam interessadas e praticando sexo, e afirmando que é muito melhor do que quando mais jovens, porque é sexo de qualidade
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Continuando minha leitura sobre a vida de Marilyn Monroe, encontrei esse texto muito legal que definia o que era a mulher ao chegar aos 40 anos. É interessante porque se apoiava principalmente no que era a vida sexual das mulheres, e o que elas esperavam encontrar quando chegavam nesta idade. Bom para uma análise do que ainda é válido.
“A mulher que se aproxima dos 40 tem necessidade de sexo e de relações sexuais para ter certeza que ela é desejável. Mas, sobretudo, para provar a si mesma que poderá ser amada. Lembremo-nos de que uma mulher leva enorme vantagem no ato sexual: ela pode realizá-lo, ou deixar que ele se realize nela, sem fazer nada e sem ter nada de especial a fazer para satisfazer o parceiro.
As mulheres dispõem da possibilidade de utilizar o sexo com fins de sentidos não sexuais. Muitas delas estabelecem, pois, relações sexuais sem amor e sem paixão. Elas se utilizam disso por diferentes motivos: conquista, segurança, vingança. Algumas não podem permitir experimentar diretamente suas emoções e fantasmas quando se ligam com homens na intimidade por excelência: a intimidade sexual.
Estar comprometido intimamente com alguém significa que esse alguém pode ferir, prejudicar, abandonar. Então essas mulheres estabelecem uma distância em relação ao homem e bloqueiam seus fantasmas.
Os homens de 50 anos têm menos desejos sexuais. Eles podem muito bem se utilizar de racionalizações para evitar o sexo, ou de instrumentos para obtê-lo. Os homens têm medo da relação sexual por medo de impotência, em parte para evitar se fazer a pergunta sobre a impotência.
Não são fieis à mulher por motivo moral, mas se submeteram à moral por medo do fracasso enquanto amantes. São fieis ou se refugiam numa não-sexualidade por medo de não poder disputar uma mulher com os outros homens.”
Vale ressaltar que este texto foi escrito em meados do século passado, baseando-se nas mulheres daquela época. Agora, o cenário é outro. Várias pesquisas comprovam que a maioria das mulheres de 40, 50 e 60 anos continuam interessadas e praticando sexo, e afirmando que é muito melhor do que quando mais jovens, porque é sexo de qualidade.
Existe uma queda da libido quando a mulher entra na menopausa, porém existem tratamentos hormonais mais modernos que recompõem todas as perdas dessa nova fase de vida. A mulher madura não quer abrir mão do prazer. Isso sem dizer que as mulheres de hoje estão muito mais inteiras, fisicamente, e mentalmente mais jovens do que as do século passado, e tudo isso influencia.
O mesmo ocorre com os homens de 50, 60, 70 anos. Em sua maioria, praticam exercícios, cuidam da alimentação e o medo da impotência passou para décadas adiante. A medicina avançou e vários recursos surgiram para acabar com essa questão ou minimizá-la. E outro ponto que não podemos deixar de lado é o fato de os casais estarem mais abertos para o uso de brinquedos eróticos em suas relações. O que comprova uma mudança enorme de cenários nessa questão.
O livro, “Marilyn últimas sessões” é escrito por Michel Schneider, que procura seguir, com a maior fidelidade, a vida da personagem. E através dessa fidelidade é que ficamos sabendo do relacionamento que ela teve com Robert Kennedy e seu irmão John F. Kennedy, na época presidente dos Estados Unidos.
Pela vida agitada, com relacionamentos inconfessáveis, foi que ela, depois de telefonar para muitos amigos, teve a overdose de medicamentos que a matou, numa noite de agosto. Com as famosas pílulas que podem tudo e… com um telefone nas mãos.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.