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Anna Marina
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ANNA MARINA

Aumento dos casos de alergia alimentar preocupa especialistas

Pesquisa realizada na Inglaterra apontou o crescimento do problema entre crianças em idade pré-escolar

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Estudo revela que o número de pessoas com alergia alimentar mais que dobrou em uma década. Pesquisadores do Imperial College, em Londres, descobriram que o aumento mais acentuado ocorreu na idade pré-escolar, com 4% das crianças menores de 5 anos apresentando algum tipo de alergia alimentar em 2018. Em 2008, o problema ocorria em 1,2% delas.

A prevalência desse tipo de alergia em crianças de 5 a 9 anos foi de 2,4%, atingindo 1,7% no caso de jovens de 15 a 19 anos e 0,7% entre adultos com mais de 19 anos. Os dados se referem a 2018.

Especialistas analisaram informações de 13 milhões de pacientes em consultórios médicos na Inglaterra. Trata-se do maior estudo desse tipo no mundo, e as descobertas foram publicadas no periódico Lancet Public Health.

 

Esta alergia ocorre quando o sistema imunológico reage exageradamente a certos alimentos, como leite de vaca, amendoim, ovos ou frutos do mar. Em casos graves, pode levar à anafilaxia, com inchaço das vias aéreas, dificuldades respiratórias e parada cardíaca se não for tratada com urgência, geralmente por meio da EpiPen contendo adrenalina.

Os dados também sugeriram que casos recém-diagnosticados de alergia alimentar podem estar se estabilizando em algumas faixas etárias, embora as razões para isso não sejam claras. De acordo com pesquisadores, há evidências de que dar aos bebês pequenas quantidades de alérgenos comuns, como amendoim, em idade precoce pode torná-los menos propensos a serem alérgicos.

A boa notícia é que, embora a prevalência de alergia alimentar tenha aumentado, o número de novos casos a cada ano parece ter se estabilizado.

No entanto, mais de um terço dos pacientes com risco de reações graves não carregam autoinjetores de adrenalina de resgate, potencialmente salvadores de vidas.

Há necessidade urgente de dar melhor suporte aos consultórios médicos que cuidam de pacientes com o problema, pois o estudo inglês descobriu que 90% das pessoas com alergias não estavam sob os cuidados de um especialista.

O estudo não examinou as causas do aumento exponencial de alergias alimentares, embora alguns cientistas tenham apontado a ligação entre o alto número de vacinações infantis e a prevalência de alergias.

Em artigo para a Children's Health Defense Robert F. Kennedy Jr., também publicado no The Epoch Times, cientistas argumentam que a frequentemente declarada “perplexidade” de especialistas quanto à causa da epidemia de alergias é “intrigante”.

Ao discutir a situação nos Estados Unidos, os autores destacam: “A expansão maciça do calendário de vacinação desde o final da década de 1980, a vacinação contra hepatite B no dia do nascimento, as mudanças na tecnologia de vacinas e o uso crescente de adjuvantes de alumínio imunodeficientes são fatores que podem explicar a superativação do sistema imunológico que atualmente se manifesta na forma de alergias alimentares.”

Os autores ressaltam que cientistas usam uma variedade de proteínas para preparar vacinas e os pesquisadores reconhecem “que qualquer um desses componentes é capaz de desencadear uma reação alérgica, mas eles acreditam que proteínas como ovo e gelatina podem ser especialmente propensas a fazê-lo”.

O Japão decidiu remover a gelatina das vacinas há duas décadas, após confirmar a relação entre a presença da proteína em imunizantes e reações anafiláticas e alérgicas, afirma o artigo, ressaltando que a gelatina ainda é usada na vacina MMR nos Estados Unidos.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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