
Março Azul lança alerta para o câncer colorretal
Em 2025, serão diagnosticados 45.630 novos casos da doença no Brasil. Ela se desenvolve a partir de tumores no cólon, reto e intestino grosso
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Já falei aqui que sobre a criação de cores nos meses do ano para alertar sobre a prevenção de doenças. Isso foi muito bacana e trouxe resultados importantes. Porém, tudo em excesso fica ruim e acabou havendo overdose de cores. É difícil divulgar tudo.
Mas temos de falar do Março Azul, que alerta sobre o câncer colorretal, terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil. Em primeiro lugar está o de pele, não melanoma, seguido do de mama, nas mulheres, e de próstata, nos homens – ambos em segundo lugar.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que até o final deste ano serão diagnosticados 45.630 novos casos de câncer colorretal (22 mil em homens e 23,6 mil em mulheres). A doença se caracteriza pelo surgimento de tumores no cólon, reto e na parte final do intestino grosso, o que pode ser evitado se descoberto nos estágios iniciais.
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Semana passada, soube da filha de uma amiga, na faixa de 30 anos, que passou por uma batelada de exames. A moça ficou preocupada ao perceber sangue nas fezes, mas já estava intrigada porque elas estavam mais finas que o habitual. O médico pediu exames de ressonância e colonoscopia.
A ressonância detectou espessamento questionável a 15cm do reto. Não tem jeito, todo mundo abre o resultado e vai direto fazer pesquisa no Google. E, claro, se apega à pior possibilidade. Poderia ser diverticulite, inflamação e, por último, câncer. A menina sofreu alguns dias até fazer a colonoscopia, que mostrou não haver absolutamente nada no intestino.
Os sinais de alerta são sangramento nas fezes, alteração do funcionamento intestinal, mudança da aparência das fezes, perda de peso, anemia, dor abdominal, massa (tumor) no abdômen. O exame de sangue oculto nas fezes pode ajudar a identificar sangramentos, por isso é muito importante ir ao médico, em vez de ficar esperando, achando que não é nada.
Muitas vezes, o tumor só é descoberto tardiamente, diante de sintomas mais severos: anemia; constipação ou diarreia sem causas aparentes; fraqueza; gases e cólicas abdominais; emagrecimento.
Apesar de sangue nas fezes ser indício inicial de que algo não vai bem, muitas pessoas costumam creditar essa ocorrência a outras causas convencionais, como hemorroidas, e acabam postergando a busca de aconselhamento médico e a realização de exames específicos. Com isso, só descobrem o câncer em estágios avançados.
O tumor colorretal se desenvolve no intestino grosso, no cólon ou em sua porção final, o reto. O principal tipo de tumor colorretal é o adenocarcinoma – em 90% dos casos, originado a partir de pólipos. Se o pólipo não for identificado e tratado, pode sofrer alterações ao longo dos anos e se tornar câncer.
A principal forma de diagnóstico e prevenção é a colonoscopia. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda iniciar aos 50 anos o rastreio do câncer de cólon e reto da população adulta de risco baixo. Mas essa idade está sendo reduzida para 45 anos.
Pessoas com histórico pessoal de pólipos ou de doença inflamatória intestinal, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, bem como registros familiares de câncer colorretal em um ou mais parentes de primeiro grau, principalmente se diagnosticado antes de 45 anos, devem ter atenção redobrada e realizar controles periódicos antes da idade indicada para a população em geral.
* Isabela Teixeira da Costa/Interina
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.