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Anna Marina
Anna Marina
MEMÓRIAS

Muitas saudades dos tempos que não voltam mais

Fotos antigas me lembram das festas que eu adorava fazer em minha casa. Até fogueira de são-joão montei no meio da piscina

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Passei a manhã da última segunda-feira ocupada em olhar velhos retratos, que guardo com o maior cuidado. Sempre tive mania de fotografar, principalmente viagens. A única vez que não fiz isso foi quando visitei a Alemanha, ainda dividida.

 


Nos retratos em que andei relembrando o passado, uma constatação: como eu gostava de fazer festas e como o meu marido ajudava e participava de todas as possíveis, menos os almoços para a tchurma. Eram 10 amigas fixas nessas reuniões, muitas já se foram.

 

 


Deu para ver, pelas fotos, como os almoços para as amigas do coração pediam todos os cuidados do mundo. Usava sempre jogos americanos e me esmerava na louça, nos talheres, nos arranjos da mesa. Certa vez, usei um conjunto de flores e abacaxis pequenos, não sei onde consegui.

 


Fico com saudades de minhas festas, como aquela junina em que consegui montar uma fogueira no centro da piscina. E por aí vai. A casa ficava cheia de amigos que já se foram, como Leopoldo Bessone, Roberto Cohen, Carlos Alberto Barros Santos e as respectivas caras-metade.

 

 


Fim de ano era uma bela ocasião, que começava no Natal e chegava ao réveillon. A mania de reunir amigos em casa não tinha limites, cheguei até a fazer uma espécie de café da manhã, que ficava montado para quem quisesse esticar o último dia do ano depois de passar a noite no Automóvel Clube.

 


Nos últimos tempos, as festas ficaram na memória, porque minha roda não faz esse tipo de reunião. O máximo são pequenos jantares, que, na verdade, são muito bons, mas não chegam nem aos pés das festas de antigamente, que acabavam de madrugada.

 

 


Entre as fotos que revi na segunda-feira, muitas apertam o coração, pois mostram amigos e mais amigos que não estão mais aqui. Só na memória e nas imagens. Dos meus almoços, já se foram Dora Vasconcellos e Nenem Gutierrez, só para ficar em duas bastante conhecidas.

 


Naqueles retratos estão o ex-governador Hélio Garcia e seu inseparável amigo, Yeyé Batista de Oliveira, que se foram também.

 


Não sei se estou fora de órbita, mas comemorações assim já não existem mais. Quantas vezes levei “governadores em exercício” para almoços ou apenas encontros com petiscos em minha casa? No bar que dá para o jardim, sem qualquer cerimonial.

 


Para falar a verdade, governadores mais recentes não pertencem às turmas de personagens belo-horizontinos. Daí esse distanciamento. É claro que devem ter outras turmas mais chegadas, nada a ver com o pessoal antigo, que traz o passado e a gente desta Belo Horizonte na palma da mão.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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