Especialista alerta 10 problemas de saúde causados pela obesidade
Condição pode afetar diferentes órgãos e aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, síndrome metabólica, Infecções cutâneas, entre outros
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Muito além da questão estética, a obesidade é um problema de saúde que pode afetar o bem-estar do indivíduo de múltiplas maneiras. No Brasil, o cenário é ainda mais sério, já que o número de pessoas obesas com mais de 25 anos saltou de 7,8%, em 1990, para 27,7%, em 2023, como apontou estudo publicado em 2026 pela Revista Lancet.
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“Estar acima do peso pode gerar problemas para o coração, fígado, rins, articulações e sistema respiratório. A obesidade impacta todo o corpo e pode gerar várias doenças. Por isso, é necessário se prevenir e buscar tratamento”, afirma Edson Fontes, médico na área de clínica geral que atua no AmorSaúde.
Edson pontua que a obesidade interfere na vida de uma pessoa em diferentes aspectos, impactando desde a saúde física e mental, com reflexos na autoestima, por exemplo, até a vida sexual. O médico detalha alguns desses fatores a seguir:
Hipertensão arterial
“A obesidade aumenta o depósito de gordura nas paredes das artérias, estreitando os vasos e aumentando a pressão do sangue. Além disso, a obesidade eleva o processo inflamatório sistêmico, causando ainda mais danos às paredes dos vasos”, explica Edson.
Síndrome metabólica
“A gordura acumulada libera ácidos graxos livres no organismo, o que contribui para o processo inflamatório e gera síndrome metabólica, caracterizada pela resistência à insulina. Por sua vez, a resistência à insulina faz com que o organismo tenha mais dificuldade para controlar a glicose no sangue, podendo levar ao diabetes”, esclarece.
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Doenças cardiovasculares
“A hipertensão força o coração a trabalhar mais. Com isso, aumentam os riscos de doenças cardíacas, como infarto agudo do miocárdio (IAM), aneurisma e acidente vascular cerebral (AVC)”, aponta.
Infecções cutâneas
“O excesso de gordura gera dobras na pele, que podem ficar em atrito constante, gerando ferimentos e até infecções. O risco de infecções fúngicas também é alto, devido à umidade e ao calor em certos locais”, afirma o médico.
Osteoartrite
“Nas articulações, ocorre sobrecarga mecânica pelo excesso de peso e inflamação, com desgaste da cartilagem, que pode evoluir para artrose e artrite, causando limitação dos movimentos, principalmente nos joelhos e na coluna.”
Esteatose hepática
“No fígado, a obesidade pode gerar o acúmulo de gordura e levar ao risco de doenças como hepatite, cirrose hepática e câncer”, pontua.
Câncer
“Pesquisas apontam que a obesidade é responsável pelo aumento do risco de determinados tipos de câncer, como os de mama, cólon, útero e rim.”
Problemas respiratórios
“No sistema respiratório, a obesidade aumenta o risco de infecções e a dificuldade de respirar profundamente, gerando hipoventilação. Ela também pode agravar a asma e a apneia obstrutiva do sono”, sintetiza Edson.
Infertilidade e disfunção erétil
“O peso em excesso altera os hormônios do corpo, gerando problemas como disfunção erétil para os homens e infertilidade, que nesse caso impacta tanto homens quanto mulheres.”
Depressão e transtorno de ansiedade
“O desequilíbrio hormonal gerado pelo excesso de peso aumenta o risco de depressão. Além disso, pessoas acima do peso podem enfrentar problemas como bullying, que gera ansiedade e problemas psíquicos”, indica.
Como manter a saúde sendo obeso?
Diante de todos os riscos à saúde relacionados à obesidade, Edson destaca a importância de procurar tratamento médico e adotar uma série de cuidados com a saúde. “É necessário adotar hábitos saudáveis, como dieta equilibrada, atividade física regular, não trabalhar em excesso e diminuir o estresse”, explica.
O médico ainda esclarece que pessoas acima do peso devem realizar exames para investigar complicações metabólicas, cardiovasculares e hormonais. “Os testes devem ser feitos semestralmente ou anualmente, de acordo com a recomendação do médico para cada paciente. O acompanhamento é importantíssimo para definir o melhor tratamento e avaliar a evolução clínica”, conta. Entre os exames recomendados, ele cita:
- Glicose, hemoglobina glicada e teste oral de tolerância à glicose: avaliam se há risco de diabetes
- Lipidograma completo: mede a gordura no sangue e identifica o nível do colesterol
- TGO TGP: coleta dados sobre a saúde do fígado, que também pode ser afetada pela obesidade
- Ureia, ácido úrico e creatinina: avalia o funcionamento dos rins de uma pessoa obesa, entendendo se a gordura prejudica o órgão
- PCR ultrassensível: mede a inflamação crônica que pode ser causada pelo excesso de gordura no organismo
- Bioimpedância elétrica: teste rápido que mede gordura, massa magra, água e metabolismo basal em um organismo
Por fim, Edson ressalta: “o emagrecimento deve ocorrer de forma saudável e com acompanhamento multiprofissional, com médico, nutricionista e educador físico”. De acordo com o profissional, optar por dietas restritivas ou deixar de se alimentar corretamente pode gerar outros problemas à saúde.
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